“Nessa vida ou você mata ou morre.”
Anteriormente em The Diaries Of a Survivor:
_ Já estamos chegando
_ele pausou e virou-se para mim_ depois daquela curva já estaremos dentro da
cidade.
Foram cerca de 326,6km de Spokane até
Yakima. Trevon tinha razão, quando viramos a curva avistei a placa de
boas-vindas. Estava enferrujada e algumas plantas já estavam acomodadas em cima
da placa, as palavras “Welcome To Yakima” já estavam quase invisíveis, Yakima não
estava nada convidativa.
__________
Eu estava vigilante assim que entramos
na cidade, mas depois de um tempo que percebi que nada iria acontecer e meu
corpo relaxou. O carro de Cardoso estava em perfeito estado para um apocalipse,
estava... O carro parou.
_ Urrh! Lata velha!
_Cardoso tentou conectar o carro, porém seu esforço foi em vão_ Merda _ele
tentou de novo e de novo, porém aquilo só serviu para irritá-lo ainda mais.
_ Eu vou empurrar o
carro. _Trevon falou enquanto destravava a arma.
_ Eu te ajudo _sim,
eu estava disposta a ficar exposta ao lado de fora em uma cidade daquelas, mas
o que poderia ocorrer? Nenhum cadáver andante tinha aparecido até agora.
_ Não, fique aqui
dentro.
_ Mas Trevon, eu... _fui interrompida.
_ Permaneça _ele
virou-se para mim e olhou-me com um olhar que me fez refletir duas vezes antes
de sair do carro ou tentar questioná-lo. Afinal, todos os homens dessa família
eram mandões assim?
Trevon saiu do carro e tentou empurrá-lo
sozinho enquanto Cardoso tentava ressuscitar o carro, ficaram nisso por quatro
minutos. Abaixei o vidro do carro, que não era aquele automático, e coloquei
minha cabeça para fora.
_ Hey, tem certeza
que não quer ajuda? _perguntei
_ Tenho _ele
respondeu. Que Orgulhoso.
_ Qual o problema?
Posso ajudá-lo se quiser _falei e ele ignorou.
Coloquei minha cabeça para dentro e
suspirei. Cardoso já estava totalmente estressado e Trevon já estava pingando suor.
Eles tentaram mais duas vezes.
Coloquei minha cabeça para fora mais
uma vez e notei agitação no carro ao lado. Isso realmente teria sido um
movimento? Olhei fixo por alguns alongados trinta segundos e nada se movimentou.
Decidi arriscar vendo pela outra janela que me daria uma visão mais extensa,
mas foi quando desci o vidro que olhei para trás e vi um morto-vivo aproximando-se
de Trevon que senti meu coração bater mais rápido do que quando ele e Cardoso
apontaram suas armas para mim.
_ TREVON! _gritei e o
cadáver ambulante se manifestou jogando-se em Trevon que estava dês costas para
ele.
Desci do carro no segundo seguinte
enquanto aquela coisa agarrava Trevon e tentava morde-lo. Cardoso saiu do carro
e assim que apontou a arma para o morto que atacava Trevon foi atacado por um segundo
cadáver que surgiu logo atrás dele. Cardoso se assustou e o morto o agarrou
jogando-o no chão em seguida, sua arma tinha voado para longe.
Minha visão ficou completamente escura
e senti uma queimação na nuca, quando voltou ao normal fui domada por uma
explosão de adrenalina fora do normal. Meu corpo por alguns minutos foi como
uma máquina moderna capaz de tudo. Corri até a arma, agachei-me rapidamente e a
peguei apontando para a direção de Trevon que já estava de frente para o cadáver,
porém no chão junto com o mesmo. Aquela coisa tentava mordê-lo a todo custo.
_ NÃO GAROTA, NÃO!
_Trevon gritou. Atirei.
Trevon fechou os olhos quando ouviu o
estrondo. Eu tinha acertado uma cabeça, que não tinha sido a de Trevon graças
ao tiro certeiro. O morto caiu em cima dele e Trevon ao abrir os olhos jogou o
peso-morto para o lado. Mirei para a cabeça do cadáver que estava com Cardoso e
atirei. Cardoso estava deitado no chão ofegante, ele olhou para o morto ao seu
lado.
_ Filho da puta.
Não sei o que aconteceu e pergunto-me até
agora como teria atirado na cabeça daquelas coisas. A queimação na nunca sempre
trazia alguma coisa junto com a dor, uma vez alucinações e outras descargas de
adrenalinas acompanhadas de uma habilidade surreal para atirar. Olhei para a
arma e me senti doente e cansada. O que acabou de acontecer?
Trevon estava com os olhos arregalados
enquanto me olhava assustado. Sua respiração estava tão ofegante quanto a
minha.
_ Esta tudo bem?
_corri até ele.
_ Achei que não sabia
atirar _ele deu um sorriso sem mostrar os dentes_ Em que lugar aprendeu a
atirar tão bem assim? _ele perguntou um pouco agitado, talvez pela adrenalina
de um morto-vivo o agarrando pronto para mordê-lo._ E obrigado
_ Eu não sei, na
verdade eu nem sei como fiz isso _olhei para a arma mais uma vez_ Foi
automático _expliquei e dei uma pausa_ não foi nada.
_ Cardoso está tudo
bem? Estou ótimo obrigado _disse Cardoso quase gritando aproximando-se de nós
dois, sempre com o seu incrível e intacto tom irônico_ Fez uma coisa que
preste, parabéns garota. _ele levantou as duas sobrancelhas me encarando.
Balancei a cabeça e sorri, acho que estávamos finalmente nos dando bem.
_ Ok, Cardoso tente
ligar o carro mais uma vez, irei empurrar o carro com Trevon _falei.
Cardoso me encarou por alguns segundos,
o que foi o suficiente para me senti constrangida, ele me olhava sério, muito
sério.
_ Não pense que só
porque salvou minha vida vai poder ditar as regras aqui. Quem dita as regras
sou eu _ele falou grosseiro e entrou no carro.
Eu falei que estávamos nos dando bem?
Esqueça isso.
_ Obrigado mais uma
vez por ter me ajudado _Trevon disse tentando quebrar a tensão que Cardoso
causou.
_É o que os amigos
fazem! _sorri para ele e ele sorriu para mim.
_ EMPURREM LOGO ESSA
MERDA, NÃO TEMOS O DIA TODO! _Cardoso gritou de dentro do carro.
Olhei para Trevon e ele me olhou de
volta.
(...)
Levamos algum tempo até escolher a casa
que ficaríamos, era afastada do centro, porém boa. Eu os ajudei a fecharem
todas as janelas com as madeiras que eles tinham colocado no porta-malas, que
afinal era uma picape grandona com um espaço enorme atrás. A casa não era tão
grande, mas era bem confortável. Dois quartos, um banheiro, uma sala, cozinha e
eu acho que como a maioria das casas nos EUA, uma varanda na frente e outra nos
fundos. As janelas não estavam quebradas, nem as portas. O que fazia dessa casa
nossa melhor escolha.
Enquanto eu pregava uma das madeiras
nas janelas resolvi puxar assunto com Trevon.
_ Que horas saímos de
Spokane?
_ 7:10 mais ou menos.
Isso explicava o fato de eu ter achado
que tinha dormido pouco.
_ Esse relógio no seu
pulso, ele funciona? _perguntei.
_ Funciona _ele
respondeu.
_ E que horas são?
_ 17:00 em ponto!
_ele respondeu logo depois de olhar para o relógio.
Acabamos de fazer tudo antes do céu
ficar completamente escuro. Já estávamos comendo algumas frutas na mesa da
cozinha quando Cardoso começou a falar.
_ Trevon, amanhã nós
iremos ao supermercado mais próximo, quem sabe ainda sobrou alguma coisa.
_ Tudo bem _foi o que
ele respondeu.
Trevon estava estranho, distante e com
a cabeça em outro lugar.
_ E eu? _perguntei.
Algo na minha mente diz que esse “nós” não incluía a minha pessoa.
_ Você vai ficar aqui
_ele disse autoritário.
_ Eu quero ir. Já
provei que posso ser útil.
_ Você só vai
atrapalhar _ele disse firme
_ Eu preciso saber
como funcionam as coisas, Cardoso. Você se incomoda tanto com o fato de eu
sempre estar atrapalhando vocês e estar sempre sendo um fardo, quem sabe com um
pouco de experiência eu deixe de ser um peso-morto _tudo bem, de que lugar
tirei toda essa coragem?
Ele me encarou por alguns segundos, mas
continuei com a minha postura. Isso já não causa tanto efeito em mim Cardoso,
tente outra coisa.
_ Que ir? Então vá,
se for mordida eu serei o primeiro a atirar na sua cabeça _ele se levantou
bruscamente e saiu da cozinha.
Como ele poderia ser assim? Tão rude,
ignorante, amargo e frio. Esse homem era amargurado com a vida e por isso tinha
que depositar suas derrotas em mim? Qual era o problema dele?
Senti uma enorme vontade de chorar, meu
nariz já estava ardendo e meus olhos marejando. Se acalme e respire.
_ Hey, não chora não
_Trevon disse colocando a mão no meu braço que estava em cima da mesa_ Meu tio
ele, bom ele só... _tive que interrompe-lo.
_ Ele só o que? Seu
tio me odeia e eu não fiz absolutamente nada contra ele, pelo contrário, salvei
a vida dele e ele me agradeceu assim _tirei a mão de Trevon do meu braço e
levantei_ Se ele quer que eu vá embora, eu vou.
Continua...
No próximo capítulo:
[...] Na minha frente uma escada, e
então ouvi alguém descendo os degraus com euforia, quando olhei era uma
criança, ela estava parada no fim da escada me olhando e parecia falar alguma
coisa, por algum motivo ela não emitirá som algum só balançava a boca como se
estivesse fazendo mímica. Forcei minha vista para tentar ver seu rosto, mas não
me era permitido, seu rosto estava borrado, tudo estava borrado. Quando ela deu
o primeiro passo para frente um cadáver saiu de uma porta próxima a escada e agarrou-a.
Eu gritava, meus pés pareciam estar
grudados ao chão, eu tinha que ajudá-la, eu precisava ajudá-la.
Notas:
É TRETA! Parece que as coisas não vão
bem. E essa prévia? Personagem novo? Só no próximo capitulo que vocês vão
saber, coisas loucas vão começar a acontecer nos próximos, bem loucas na
verdade.
Eu
só tenho uma coisa para dizer sobre essa fanfic: Nem tudo é o que parece ser e
nem todo mundo é o que diz. Gravem isso.
Joguei para alto esse spoiler-enigma
quem pegou, pegou quem não pegou não pega mais. Obrigada pelo comentário e
pelas visualizações no blog. Posso comemorar as 500 visualizações? Posso né.
~comemorando~
Meninas, quando chegarmos as 10 seguidoras vou fazer maratona de 5 capítulos. Por hoje é só, comentem
divulguem e espalhem para as amigas(os).
- Um beijo, Mama ♥