julho 09, 2015

Férias + Maratona + Explicações.

Muito tempo sem postar, não é mesmo?
         Eu sei que quase ninguém (quase ninguém mesmo) ler a fanfic, mas de qualquer jeito eu vou explicar, seguinte meus amores eu entrei em época de provas, mas agora que tudo acabou (amém) e eu entrei de férias (amém de novo) eu vou postar com mais frequência e quando eu digo mais frequência eu digo todos os dias.

         A maratona vai começar dia 13/07 e será um capítulo por dia. Eu tenho capítulos prontos e só preciso refazer algumas coisas e dar uma revisada para postar. A maratona não tem horário definido e será por uma semana inteira finalizando-se no dia 19/07.

         Então é só isso mesmo, até segunda.

Ps: quando chegarmos as 10 seguidoras irei fazer outra maratona com 5 capítulos.


- Um beijos, Mama

junho 19, 2015

The Diaries Of a Survivor. Capitulo 9.



“Talvez devamos ser gratos pelo tempo que passamos juntos e parar de se apegar ao que poderia ter sido”


Anteriormente em The Diaries Of a Survivor:

         Eu ainda estava em choque. Era como uma pancada no estômago. O mesmo Mark do meu sonho seria o Mark da MWC? O mesmo criador do vírus era o homem que tinha me chamado de gostosa? Eu conhecia Mark Ward? Meu corpo estava congelado e minha mente estava a mil.

_ Esta tudo bem, tio _Trevon olhou para Cardoso_ pode voltar a dormir.

         Cardoso não disse nada, apenas se retirou. Quando finalmente olhei para Trevon ele perguntou:

_ O que aconteceu?
__________

_ Não sei. O que aconteceu? _perguntei me recuperando. Eu não iria contar sobre Mark para ele.

_ Eu que pergunto. Você estava gritando e então eu vim aqui, achei que era alguma coisa grave e... _ele deu de ombros e não continuou.

_ Tive um pesadelo _ ele assentiu com a cabeça e eu continuei_ sonhei com uma garotinha, ela estava sendo atacada e por mais estranho que pareça eu me importava demais com ela. _pausei _ talvez por ela ser apenas uma criança e estar sendo atacada por um morto-vivo _dei de ombros.


_ Você a conhecia? _ele perguntou.


_ Não sei. Acho que nunca a vi na vida, e mesmo se eu a conhecesse eu não poderia responder, o rosto dela estava embaçado _respondi.

_ Mas esta tudo bem agora, não esta? _Trevon perguntou e então eu assenti com a cabeça como resposta_ eu vou voltar a dormir.

_ Tudo bem, desculpe pelos gritos e peça desculpas ao Cardoso por mim.

_ Não, não tem problema _ele levantou_ Todo mundo aqui nessa casa já sonhou com um morto-vivo _deu de ombros_ mas, eu não acordei gritando feito uma garotinha _ele riu e sua gargalhada me fez sorrir_ boa noite, garota _ele deu um beijo na minha testa.

_ Boa noite, Trevon.


         Ele saiu do quarto e fechou a porta. Fiquei remoendo aquele primeiro sonho o resto da noite, até conseguir dormir.

         No dia seguinte, peguei água no poço para tomar banho e fazer minha higiene. Todos ainda estavam dormindo. Quando terminei, desci as escadas e vi que Trevon estava na mesa e Cardoso jogado no sofá da sala.

         Cardoso estava com um copo na mão e uma garrafa de uísque em cima da mesinha de centro. Olhei para Trevon, olhei para Cardoso e voltei a olhar para Trevon com um olhar de alguém que perguntava: “Álcool?! A essa hora?” e Trevon deu ombros.

         Dar de ombros, característica de Trevon.

         Entrei na cozinha e então tudo em volta de mim pareceu congelar.

Fechei meus olhos e quando voltei a abri-los me deparei com uma mesa com um café da manhã perfeito e mais a frente um rapaz dês costas observando alguma coisa na janela enquanto bebericava seu café. Tentei me mexer mais meus pés pareciam colados no chão. Ouvi um barulho na porta principal e levei meu olhar rapidamente para a ela. Quando a porta finalmente abriu apareceu uma garotinha, a mesma que eu tinha visto da ultima vez em meus sonhos, a mesma que foi atacada por um morto-vivo, seu rosto ainda estava borrado, mas quando a distancia entre nós duas diminuiu, seu rosto ficou um pouco mais nítido, porém não o suficiente. Ela tinha cabelos castanhos e longos, sua pele branca dava destaque aos seus olhos marrons, ela era um pouco gordinha, mas parecia saudável. E agora ela estava mais uma vez ali.

A criança saiu correndo em direção a mim, acompanhei com o olhar ela vindo. Ela estava me vendo? Sorri e me agachei para poder abraçá-la. Era o que eu desejava mais do que qualquer coisa. Eu tinha afeto pela criança, mas então ela passou direto por mim.

_ PAPAI! _ela disse quase gritando, eu ia me virar para olhar, mas ouvi o barulho da porta mais uma vez, quando ergui meu olhar vi uma mulher entrando. Estava um pouco atrapalhada segurando algumas sacolas de compra de supermercado nos braços. Ela usava o cabelo preso e um casaco rosa. Seu rosto estava um pouco embaçado e eu fazia esforço para identificá-lo.

         Ouvi o rapaz atrás de mim pronunciando “Rachel”. De acordo com que a distância entre eu e a mulher diminuía seu rosto ia ficando cada vez mais nítido.

_ Cheguei amor! _a voz dela era igual a minha.

         E então eu pude ver seu rosto.

         Ela, era eu. E aquela família, seria a minha?

Continua...     


No próximo capítulo:           

         Eu poderia escrever tudo o que andou acontecendo desde que acordei, as coisas que descobri, as que me falaram e principalmente as ilusões _ou lembranças_ que viam e iam da minha cabeça. Também poderia escrever as coisas que eu sentia e não tinha coragem de compartilhar com ninguém, um exemplo disso era a minha lembrança com Mark, o grande causador do inferno na Terra.

Eu ainda estava encarando-o quando Trevon me chamou, me assustei e ele aproximou-se.

        
Notas:

         Semana agitada, talvez mais que as outras. Capítulo pequeno por falta de tempo. Perdão amores, mas o importante é manter o blog atualizado.

         Capítulo novo só se for na segunda, já que todo final de semana eu vou para o meu pai. Obrigada pelos comentários, mas agora preciso ir dormir, são 01:30 da manhã e eu preciso acordar 5:40 para ir para a escola. #chora

        Meninas, quando chegarmos as 10 seguidoras vou fazer maratona de 5 capítulos. Por hoje é só, comentem divulguem e espalhem para as amigas(os).


- Um beijo, Mama

junho 15, 2015

The Diaries Of a Survivor. Capitulo 8.




Eu odeio não saber mais no que acreditar. Eu odeio não saber o que é real.

Anteriormente em The Diaries Of a Survivor:

_ Hey, não chora não _Trevon disse colocando a mão no meu braço que estava em cima da mesa_ Meu tio ele, bom ele só... _tive que interrompe-lo.

_ Ele só o que? Seu tio me odeia e eu não fiz absolutamente nada contra ele, pelo contrário, salvei a vida dele e ele me agradeceu assim _tirei a mão de Trevon do meu braço e levantei_ Se ele quer que eu vá embora, eu vou.
__________


_ O mundo lá fora esta pior do que parece, menina _Trevon disse abaixando o olhar. Ele ficou em silencio então eu dei as costas para ele e comecei a andar_ Meu tio perdeu uma das únicas pessoas que realmente importava-se _parei de andar_ ele perdeu a esposa, foi antes do apocalipse, mas ainda assim foi uma perda _Trevon respirou fundo, como se esse assunto o machucasse_ E a única filha dele também morreu _ele deu uma pausa_ aquela que te ajudava.

         Virei-me para Trevon e ele estava olhando para mim, sua fisionomia triste e atormentada, talvez até um pouco receosa. Aproximei-me dele e sentei-me ao seu lado.

_ Qual era o nome dela? –perguntei.

_ Samanta _respondeu_ a chamávamos de Sam.

_ E como aconteceu? _perguntei.

_ Foi antes de irmos para Spokane, na verdade estávamos na estrada para chegar à cidade, ela quis parar em uma farmácia e paramos. Lá dentro um morto-vivo a atacou.

_ Por que ela parou na farmácia? _perguntei.

         Meu coração acelerou como quem já sabia a resposta.

_ Ela queria pegar alguns remédios. _foi só o que Trevon respondeu.

_ Para mim? _perguntei.

         Ele ficou em silencio. Cardoso me odiava porque se não fosse por mim Samanta estaria viva e ao lado dele. Tudo agora fazia sentido. Senti-me fraca, culpada e doente. Algumas lágrimas estavam rolando enquanto minha mente reproduzia a cena de Sam sendo mordida pelos mortos. Seus gritos e suas dores eram reproduzidos nos meus ouvidos e sentidos na minha pele, isso era aterrorizante.

         Desde que acordei, não me lembro de ter sentido-me assim. Eu era a culpada e ainda assim eles me abrigavam e me mantiveram viva por todos esses meses depois da morte de Samanta.

         Trevon me abraçou e disse que nada era minha culpa. Eu o abracei também e ficamos em um extenso e inquebrável silêncio. E ali eu pude, pela primeira vez, me sentir confortável e protegida, eu sabia que ele estaria ali para o que eu precisasse. Ah Trevon...
(...)

         Quando fui para o quarto que eu ficaria, entrei no banheiro e fiz minha higiene. Quando finalmente terminei, deitei minha cabeça no travesseiro e fechei meus olhos. Pensei em Sam, e com base a aparência de Cardoso, pensei em como ela deveria ser.

         Sinto muito Sam, me perdoe.

Demorou um pouco até eu finalmente dormir.


_ Você fica tão gostosa com essa roupa _o homem disse.

_ Me respeite, Mark. _revirei os olhos e ele sorriu, ouvimos batidas na porta e Mark deu permissão para entrar.

         Um rapaz magrelo que usava óculos de grau, jaleco branco, calça jeans e uma blusa também branca, adentrou na sala.

_ Esta tudo pronto senhor, já podemos começar.

         Mark sacudiu a cabeça e o rapaz retirou-se com um pedido de licença. Mark olhou para mim.

_ Esta pronta? _ele perguntou.

_ Tenho escolha? _sorri e ele negou com a cabeça.

         Tudo em volta escureceu e quando tudo voltou ao normal, notei que estava em outro lugar. Paredes, tetos e chão brancos. Eu estava sentada em uma cadeira quando o magrelo apareceu na minha frente.

_ Esta pronta?  _ele perguntou pegando uma seringa, a mesma usada para recolher sangue do paciente.

_ Ande logo com isso antes que eu desista _pronunciei e então ele assentiu_ Cuidado _reclamei ao sentir a picada da agulha.

(...)

         Eu estava em um corredor gigante e bem largo, homens e mulheres de jaleco andavam ao meu lado, indo ou vindo, cada um fazendo seus afazerem. Parei na frente de uma porta e então a abrir.

         O cenário mudou mais uma vez.


_ Adivinha quem chegou! _ falei quase gritando com um sorriso largo no rosto, eu não estava com a mesma roupa, eu falei aquilo como se fosse programada igual a um robô para falar.

         Olhei em volta e então entendi que não estava no cenário que realmente deveria estar. Em vez de um lugar de trabalho, eu estava em uma casa (?). Tinham dois sofás na frente de uma lareira e em cima dela uma televisão anexada. Na minha frente uma escada. Ouvi alguém descendo os degraus com euforia, quando olhei era uma criança, ela estava parada no fim da escada me olhando e parecia falar alguma coisa, por algum motivo ela não emitirá som algum só balançava a boca como se estivesse fazendo mímica. Forcei minha vista para tentar ver seu rosto, mas não me era permitido, seu rosto estava borrado, tudo estava borrado. Quando ela deu o primeiro passo para frente um cadáver saiu de uma porta próxima a escada e agarrou-a.
                                                                  
         Eu gritava, meus pés pareciam estar grudados ao chão, eu tinha que ajudá-la, eu precisava ajudá-la.

                                                 
_ NÃO! LARGUE ELA, POR FAVOR!


         E então comecei a me debater e a ouvir alguém gritando.  Algo me balançava e fazia-me descolar da cama por alguns segundos. Abri meus olhos e sentei-me na cama quase que no automático.

         Coloquei minha mão na nuca ao sentir uma espécie de queimadura interna, a mesma que senti quando estava tomando banho em Spokane, a mesma que senti no carro, a mesma que sentia quando coisas estranhas aconteciam comigo.

         Eu estava ofegante e Trevon estava me olhando com os olhos arregalados, ele estava de pé ao lado da cama.


_ Calma, foi só um pesadelo _ele disse sentando-se na cama e segurando minha mão.

         Meus olhos ardiam, mas eu não poderia chorar, não ali. Cardoso estava na porta do quarto me observando e segurando uma arma.

Minha mente ficou fuçando o nome Mark, até que...

         Congelei com a minha lembrança.


Início do Flashback – Encontra-se no Capitulo 4.

_ Como tudo aconteceu? Digo por que dessas coisas?

_ Mark Ward Corporation, MWC, Ward Inc, Mark Ward Pharmaceutical Inc. _ele engoliu a saliva e voltou a falar_ Enfim como preferir chamar, tudo começou pelo dono da fábrica. _ele encarou os pés_ As pessoas achavam que produziam produtos farmacêuticos, mas na verdade eles tinham um laboratório secreto, mas aparentemente não conseguiram conter toda aquela merda, não sei exatamente o que aconteceu só que o vírus alastrou-se muito rápido e eles não conseguiram conter aquela porcaria de forma alguma _ele pausou_ tentam até hoje achar uma cura.

_ Por que diabos alguém inventaria um vírus que converteria pessoas normais em mortos-vivos? _perguntei, acabar com o mundo era doentio.


 Fim do Flashback – Capitulo 4

         Eu ainda estava em choque. Era como uma pancada no estômago. O mesmo Mark do meu sonho seria o Mark da MWC? O mesmo criador do vírus era o homem que tinha me chamado de gostosa? Eu conhecia Mark Ward? Meu corpo estava congelado e minha mente estava a mil.

_ Esta tudo bem, tio _Trevon olhou para Cardoso_ pode voltar a dormir.

         Cardoso não disse nada, apenas se retirou. Quando finalmente olhei para Trevon ele perguntou:

_ O que aconteceu?


Continua...     


No próximo capítulo:           

         Ouvi um barulho na porta principal, e levei meu olhar rapidamente para a ela. Quando ela finalmente abriu apareceu uma garotinha, a mesma que eu tinha visto da ultima vez em meus sonhos, a mesma que foi atacada por um morto-vivo, seu rosto ainda estava borrado, mas quando a distancia entre nós duas diminuiu, seu rosto ficou um pouco mais nítido, porém não o suficiente. Ela tinha cabelos castanhos e longos, sua pele branca dava destaque aos seus olhos marrons, ela era um pouco gordinha, mas parecia saudável. E agora ela estava mais uma vez ali. A criança saiu correndo em direção a mim, acompanhei com o olhar ela vindo. Ela estava me vendo? Sorri e me agachei para poder abraçá-la, era o que eu desejava mais do que qualquer coisa.
        
Notas:

         EITAAA. A sobrevivente conhece o Mark? Será que esse cara vai aparecer? E o que essa garotinha é dela? Mistérios da vida.

         Eu vou voltar a dizer que: Nem tudo é o que parece ser e nem todo mundo é o que diz. Gravem isso porque depois não vão dizer que eu não avisei. Agora o que eu quero dizer com isso tudo é outro mistério da vida.

         Estou querendo muito ter um dia fixo para postar. Talvez dois dias. O que acham? E qual o melhor horário?

Como encontrar SPOILER: As fotos no topo das postagens e as frases logo em baixo delas falam um pouco sobre o capítulo e como ele será. Exemplo:
A sobrevivente ficou confusa sobre ser real ou não sua alucinação com Mark, em baixo da imagem do capítulo tem uma frase falando sobre isso, então prestem atenção em T-U-D-O, estou dando spoilers desde o CAP01.


         Meninas, quando chegarmos as 10 seguidoras vou fazer maratona de 5 capítulos. Por hoje é só, comentem divulguem e espalhem para as amigas(os).

- Um beijo, Mama

junho 12, 2015

The Diaries Of A Survivor. Capítulo 7.

“Nessa vida ou você mata ou morre.”


Anteriormente em The Diaries Of a Survivor:

_ Já estamos chegando _ele pausou e virou-se para mim_ depois daquela curva já estaremos dentro da cidade.

         Foram cerca de 326,6km de Spokane até Yakima. Trevon tinha razão, quando viramos a curva avistei a placa de boas-vindas. Estava enferrujada e algumas plantas já estavam acomodadas em cima da placa, as palavras “Welcome To Yakima” já estavam quase invisíveis, Yakima não estava nada convidativa.
__________


         Eu estava vigilante assim que entramos na cidade, mas depois de um tempo que percebi que nada iria acontecer e meu corpo relaxou. O carro de Cardoso estava em perfeito estado para um apocalipse, estava... O carro parou.

_ Urrh! Lata velha! _Cardoso tentou conectar o carro, porém seu esforço foi em vão_ Merda _ele tentou de novo e de novo, porém aquilo só serviu para irritá-lo ainda mais.

_ Eu vou empurrar o carro. _Trevon falou enquanto destravava a arma.

_ Eu te ajudo _sim, eu estava disposta a ficar exposta ao lado de fora em uma cidade daquelas, mas o que poderia ocorrer? Nenhum cadáver andante tinha aparecido até agora.
                                                                  
_ Não, fique aqui dentro.

_ Mas Trevon, eu... _fui interrompida.            

_ Permaneça _ele virou-se para mim e olhou-me com um olhar que me fez refletir duas vezes antes de sair do carro ou tentar questioná-lo. Afinal, todos os homens dessa família eram mandões assim?

         Trevon saiu do carro e tentou empurrá-lo sozinho enquanto Cardoso tentava ressuscitar o carro, ficaram nisso por quatro minutos. Abaixei o vidro do carro, que não era aquele automático, e coloquei minha cabeça para fora.

_ Hey, tem certeza que não quer ajuda? _perguntei

_ Tenho _ele respondeu. Que Orgulhoso.

_ Qual o problema? Posso ajudá-lo se quiser _falei e ele ignorou.

         Coloquei minha cabeça para dentro e suspirei. Cardoso já estava totalmente estressado e Trevon já estava pingando suor. Eles tentaram mais duas vezes.
          
         Coloquei minha cabeça para fora mais uma vez e notei agitação no carro ao lado. Isso realmente teria sido um movimento? Olhei fixo por alguns alongados trinta segundos e nada se movimentou. Decidi arriscar vendo pela outra janela que me daria uma visão mais extensa, mas foi quando desci o vidro que olhei para trás e vi um morto-vivo aproximando-se de Trevon que senti meu coração bater mais rápido do que quando ele e Cardoso apontaram suas armas para mim.

_ TREVON! _gritei e o cadáver ambulante se manifestou jogando-se em Trevon que estava dês costas para ele.

         Desci do carro no segundo seguinte enquanto aquela coisa agarrava Trevon e tentava morde-lo. Cardoso saiu do carro e assim que apontou a arma para o morto que atacava Trevon foi atacado por um segundo cadáver que surgiu logo atrás dele. Cardoso se assustou e o morto o agarrou jogando-o no chão em seguida, sua arma tinha voado para longe.

         Minha visão ficou completamente escura e senti uma queimação na nuca, quando voltou ao normal fui domada por uma explosão de adrenalina fora do normal. Meu corpo por alguns minutos foi como uma máquina moderna capaz de tudo. Corri até a arma, agachei-me rapidamente e a peguei apontando para a direção de Trevon que já estava de frente para o cadáver, porém no chão junto com o mesmo. Aquela coisa tentava mordê-lo a todo custo.

_ NÃO GAROTA, NÃO! _Trevon gritou. Atirei.

         Trevon fechou os olhos quando ouviu o estrondo. Eu tinha acertado uma cabeça, que não tinha sido a de Trevon graças ao tiro certeiro. O morto caiu em cima dele e Trevon ao abrir os olhos jogou o peso-morto para o lado. Mirei para a cabeça do cadáver que estava com Cardoso e atirei. Cardoso estava deitado no chão ofegante, ele olhou para o morto ao seu lado.

_ Filho da puta.


          Não sei o que aconteceu e pergunto-me até agora como teria atirado na cabeça daquelas coisas. A queimação na nunca sempre trazia alguma coisa junto com a dor, uma vez alucinações e outras descargas de adrenalinas acompanhadas de uma habilidade surreal para atirar. Olhei para a arma e me senti doente e cansada. O que acabou de acontecer?  

         Trevon estava com os olhos arregalados enquanto me olhava assustado. Sua respiração estava tão ofegante quanto a minha.


_ Esta tudo bem? _corri até ele.


_ Achei que não sabia atirar _ele deu um sorriso sem mostrar os dentes_ Em que lugar aprendeu a atirar tão bem assim? _ele perguntou um pouco agitado, talvez pela adrenalina de um morto-vivo o agarrando pronto para mordê-lo._ E obrigado

_ Eu não sei, na verdade eu nem sei como fiz isso _olhei para a arma mais uma vez_ Foi automático _expliquei e dei uma pausa_ não foi nada.


_ Cardoso está tudo bem? Estou ótimo obrigado _disse Cardoso quase gritando aproximando-se de nós dois, sempre com o seu incrível e intacto tom irônico_ Fez uma coisa que preste, parabéns garota. _ele levantou as duas sobrancelhas me encarando. Balancei a cabeça e sorri, acho que estávamos finalmente nos dando bem.

_ Ok, Cardoso tente ligar o carro mais uma vez, irei empurrar o carro com Trevon _falei.

         Cardoso me encarou por alguns segundos, o que foi o suficiente para me senti constrangida, ele me olhava sério, muito sério.

_ Não pense que só porque salvou minha vida vai poder ditar as regras aqui. Quem dita as regras sou eu _ele falou grosseiro e entrou no carro.


         Eu falei que estávamos nos dando bem? Esqueça isso. 


_ Obrigado mais uma vez por ter me ajudado _Trevon disse tentando quebrar a tensão que Cardoso causou.


_É o que os amigos fazem! _sorri para ele e ele sorriu para mim.


_ EMPURREM LOGO ESSA MERDA, NÃO TEMOS O DIA TODO! _Cardoso gritou de dentro do carro.

         Olhei para Trevon e ele me olhou de volta.

(...)

         Levamos algum tempo até escolher a casa que ficaríamos, era afastada do centro, porém boa. Eu os ajudei a fecharem todas as janelas com as madeiras que eles tinham colocado no porta-malas, que afinal era uma picape grandona com um espaço enorme atrás. A casa não era tão grande, mas era bem confortável. Dois quartos, um banheiro, uma sala, cozinha e eu acho que como a maioria das casas nos EUA, uma varanda na frente e outra nos fundos. As janelas não estavam quebradas, nem as portas. O que fazia dessa casa nossa melhor escolha.

         Enquanto eu pregava uma das madeiras nas janelas resolvi puxar assunto com Trevon.

_ Que horas saímos de Spokane?

_ 7:10 mais ou menos.

         Isso explicava o fato de eu ter achado que tinha dormido pouco.

_ Esse relógio no seu pulso, ele funciona? _perguntei.

_ Funciona _ele respondeu.

_ E que horas são?

_ 17:00 em ponto! _ele respondeu logo depois de olhar para o relógio.

         Acabamos de fazer tudo antes do céu ficar completamente escuro. Já estávamos comendo algumas frutas na mesa da cozinha quando Cardoso começou a falar.

_ Trevon, amanhã nós iremos ao supermercado mais próximo, quem sabe ainda sobrou alguma coisa.

_ Tudo bem _foi o que ele respondeu.

         Trevon estava estranho, distante e com a cabeça em outro lugar.

_ E eu? _perguntei. Algo na minha mente diz que esse “nós” não incluía a minha pessoa.

_ Você vai ficar aqui _ele disse autoritário.

_ Eu quero ir. Já provei que posso ser útil.

_ Você só vai atrapalhar _ele disse firme

_ Eu preciso saber como funcionam as coisas, Cardoso. Você se incomoda tanto com o fato de eu sempre estar atrapalhando vocês e estar sempre sendo um fardo, quem sabe com um pouco de experiência eu deixe de ser um peso-morto _tudo bem, de que lugar tirei toda essa coragem?

         Ele me encarou por alguns segundos, mas continuei com a minha postura. Isso já não causa tanto efeito em mim Cardoso, tente outra coisa.

_ Que ir? Então vá, se for mordida eu serei o primeiro a atirar na sua cabeça _ele se levantou bruscamente e saiu da cozinha.

         Como ele poderia ser assim? Tão rude, ignorante, amargo e frio. Esse homem era amargurado com a vida e por isso tinha que depositar suas derrotas em mim? Qual era o problema dele?

         Senti uma enorme vontade de chorar, meu nariz já estava ardendo e meus olhos marejando. Se acalme e respire.

_ Hey, não chora não _Trevon disse colocando a mão no meu braço que estava em cima da mesa_ Meu tio ele, bom ele só... _tive que interrompe-lo.

_ Ele só o que? Seu tio me odeia e eu não fiz absolutamente nada contra ele, pelo contrário, salvei a vida dele e ele me agradeceu assim _tirei a mão de Trevon do meu braço e levantei_ Se ele quer que eu vá embora, eu vou.


Continua...     


No próximo capítulo:           

         [...] Na minha frente uma escada, e então ouvi alguém descendo os degraus com euforia, quando olhei era uma criança, ela estava parada no fim da escada me olhando e parecia falar alguma coisa, por algum motivo ela não emitirá som algum só balançava a boca como se estivesse fazendo mímica. Forcei minha vista para tentar ver seu rosto, mas não me era permitido, seu rosto estava borrado, tudo estava borrado. Quando ela deu o primeiro passo para frente um cadáver saiu de uma porta próxima a escada e agarrou-a.
                                                                  
         Eu gritava, meus pés pareciam estar grudados ao chão, eu tinha que ajudá-la, eu precisava ajudá-la.

        
Notas:

         É TRETA! Parece que as coisas não vão bem. E essa prévia? Personagem novo? Só no próximo capitulo que vocês vão saber, coisas loucas vão começar a acontecer nos próximos, bem loucas na verdade.

         Eu só tenho uma coisa para dizer sobre essa fanfic: Nem tudo é o que parece ser e nem todo mundo é o que diz. Gravem isso.

         Joguei para alto esse spoiler-enigma quem pegou, pegou quem não pegou não pega mais. Obrigada pelo comentário e pelas visualizações no blog. Posso comemorar as 500 visualizações? Posso né. ~comemorando~
        
         Meninas, quando chegarmos as 10 seguidoras vou fazer maratona de 5 capítulos. Por hoje é só, comentem divulguem e espalhem para as amigas(os).


- Um beijo, Mama

junho 11, 2015

The Diaries Of A Survivor. Capitulo 6.

         ”A única coisa que você pode escolher é pelo que você irá arriscar”

Anteriormente em The Diaries Of a Survivor:

Ele destravou a arma e conferiu se estava cheia, olhou brevemente para Trevon e em seguida para mim. Eu e Trevon estávamos logo atrás dele.

_ Fique esperta e não faça barulho algum _Trevon disse baixinho pra mim enquanto pegava sua arma que estava na cintura.

         Balancei a cabeça e foi Trevon quem destravou a arma.

__________

         Cardoso colocou a mão na maçaneta e meu coração bateu mais rápido. Eu estava nervosa e não fazia ideia do que estaria me esperando lá fora.
        
         O caminho da porta até o carro foi inexplicavelmente tranquilo, porém Cardoso e Trevon estavam em alerta até para o menor barulho que fosse emitido a qualquer momento. Segui o recomendação de Trevon, não fazendo barulho algum até chegar ao carro que nos aguardava na frente da casa, Cardoso entrou pela porta do motorista e Trevon ao lado dele, eu fiquei no banco de trás.

_ Onde eles estão? _perguntei referindo-me aos mortos-vivos.


_ Eles não costumam aparecer de dia, ao menos que façamos algum barulho, o suficiente para ser ouvido por eles, ai você verá sair mortos saindo de todos os lados _ele pausou, ficamos em silencio por alguns minutos até que Trevon resolveu quebrá-lo_ Hey garota _era admirável o jeito em que ele me chamava de garota, ele falava de um jeito em que hipótese alguma iria parecer rude, mas sim como se “Garota” fosse um apelido carinhoso, um jeito afetuoso de me chamar já que claramente eu não lembrava meu próprio nome. _ Entenda uma coisa, um morto-vivo sozinho é estúpido e inofensivo, isto é, se você estiver armada e longe dele. _afirmei com a cabeça acompanhando a conversa_ mas, se um grupo de mortos-vivos chegarem perto de você aconselho que se não estiver armada, corra.


         Imaginei o que iria acontecer comigo se, por algum motivo, eu me separasse de Trevon e Cardoso e precisasse me virar com os mortos. Arrepiei-me só de imaginar o que iria acontecer. Depois disso Trevon e eu conversamos sobre mais algumas coisas a respeito dos mortos e enquanto conversávamos Cardoso continuava mantendo seu precioso e sagrado silêncio e as poucas vezes que ele abria a boca era para fazer uma piada sobre o que estávamos falando, aquele tipo de piada que só ele acharia graça, ou falar algo irônico a respeito do que eu perguntava ou das coisas que Trevon respondia, fora isso ele se manteve calado o resto do tempo.

         Já estamos a quase uma hora na estrada, e eu só tinha visto cerca de dez mortos, ou caídos no chão ou sentados nos bancos dos carros que estavam abandonados no decorrer da estrada. Teríamos um dia de sorte em ver tão poucos mortos ou estariam todos eles nos esperando em Yakima?

         Trevon tinha me falado que tudo isso tinha começado em 2012, que naquela época a população de Spokane variava de 190 mil a 200 mil pessoas e agora, nesse momento, eu não via nenhuma alma viva.

         Eu estava com a cabeça encostada no vidro, fiquei com os meus olhos fechados por alguns longos e demorados minutos, e foi quando pude ouvir uma criança falando. Ela falava baixo e embolado, porém estava entusiasmada, arregalei meus olhos caçando a voz desvairadamente enquanto procurava por ela. Trevon estava me observando pelo retrovisor lateral do carro, ele virou-se para mim.

_ Esta tudo bem? _perguntou, seu tom de voz entregava que estava preocupado.

_ Sim, é só que... _dei uma pausa e respirei fundo_ você não ouviu?

_ Ouvi o que? _ele perguntou

_ Nada não _ Respirei fundo mais uma vez e passei a mão no rosto. Estou enlouquecendo? Primeiro a loucura de ontem e agora isso. Encostei minha cabeça no vidro, mas recusei a proposta de fechar os olhos novamente.

_ Esquecida, curiosa e agora louca. _Atacou Cardoso, pude sentir que ele estava com aquele sorriso sem mostrar os destes, aquele que dizia “criança inofensiva, aposto dez pratas que não vai durar um dia”.

         Como das muitas outras vezes ignorei o que ele falou, me acomodei no banco e perguntei-me o que teria sido aquilo e o que aquela criança teria falado, ou melhor, o que diabos era aquela criança?


         Nas outras duas horas, o carro ficou em um silencio insuportável. E então fiquei perguntando-me as mesmas coisas que eu sabia que nem tão cedo, ou talvez nunca, encontraria as respostas. Afinal, quem sou eu? Qual é o meu nome? Eu tinha quantos anos? Que dia era meu aniversário? Tinha filhos? Namorado, Noivo, Marido? Meus pais eram vivos? Eu era alguém importante ou só mais uma pessoa comum no meio de muitas outras? Fiquei me perguntando como seria minha vida em 2012, eu era feliz? Estava realizada? E quando tudo aconteceu, sentiram minha falta?


         Eu estava distraída pensando em coisas relacionadas a isso, até que o carro passou por cima de alguma coisa, fazendo um barulho arrepiante que arrancou-me dos meus pensamentos e me deu um baita susto.


_ Só passamos por cima de um cadáver, fique tranquila. _avisou Trevon.

_ Falta muito? _perguntei.

_ Já estamos chegando _ele pausou e virou-se para mim_ depois daquela curva já estaremos dentro da cidade.

         Foram cerca de 326,6km de Spokane até Yakima. Trevon tinha razão, quando viramos a curva avistei a placa de boas-vindas. Estava enferrujada e algumas plantas já estavam acomodadas em cima da placa, as palavras “Welcome To Yakima” já estavam quase invisíveis, Yakima não estava nada convidativa.

Continua...

No próximo capítulo:           

         Coloquei minha cabeça para fora mais uma vez e notei agitação no carro ao lado. Isso realmente teria sido um movimento? Olhei fixo por alguns alongados trinta segundos e nada se movimentou. Decidi arriscar vendo pela outra janela que me daria uma visão mais extensa, mas foi quando desci o vidro que olhei para trás e vi um morto-vivo aproximando-se de Trevon que senti meu coração bater mais rápido do que quando ele e Cardoso apontaram suas armas para mim.

_ TREVON! _gritei e o cadáver ambulante se manifestou jogando-se em Trevon que estava dês costas para ele.

Notas:

         Demorei? Demorei. Fiquei sem internet? Fiquei. Torci o pé? Torci.
Gente que semana estranha, fiquei sem internet no dia que iria postar, torci o pé, passei cinco dias no meu pai por causa do feriadão, e sim todo final de semana vou para o meu pai. Mas voltei e postei.

         A melhor parte disso é que amanhã, já que esse capítulo foi minúsculo, irei postar o CAP07. Obrigada pelo comentário, obrigada pelas visualizações e obrigada até mesmo para as leitoras fantasmas, que eu sei que vocês existem pelas estatísticas do blog, apareçam!

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- Um beijo, Mama