junho 11, 2015

The Diaries Of A Survivor. Capitulo 6.

         ”A única coisa que você pode escolher é pelo que você irá arriscar”

Anteriormente em The Diaries Of a Survivor:

Ele destravou a arma e conferiu se estava cheia, olhou brevemente para Trevon e em seguida para mim. Eu e Trevon estávamos logo atrás dele.

_ Fique esperta e não faça barulho algum _Trevon disse baixinho pra mim enquanto pegava sua arma que estava na cintura.

         Balancei a cabeça e foi Trevon quem destravou a arma.

__________

         Cardoso colocou a mão na maçaneta e meu coração bateu mais rápido. Eu estava nervosa e não fazia ideia do que estaria me esperando lá fora.
        
         O caminho da porta até o carro foi inexplicavelmente tranquilo, porém Cardoso e Trevon estavam em alerta até para o menor barulho que fosse emitido a qualquer momento. Segui o recomendação de Trevon, não fazendo barulho algum até chegar ao carro que nos aguardava na frente da casa, Cardoso entrou pela porta do motorista e Trevon ao lado dele, eu fiquei no banco de trás.

_ Onde eles estão? _perguntei referindo-me aos mortos-vivos.


_ Eles não costumam aparecer de dia, ao menos que façamos algum barulho, o suficiente para ser ouvido por eles, ai você verá sair mortos saindo de todos os lados _ele pausou, ficamos em silencio por alguns minutos até que Trevon resolveu quebrá-lo_ Hey garota _era admirável o jeito em que ele me chamava de garota, ele falava de um jeito em que hipótese alguma iria parecer rude, mas sim como se “Garota” fosse um apelido carinhoso, um jeito afetuoso de me chamar já que claramente eu não lembrava meu próprio nome. _ Entenda uma coisa, um morto-vivo sozinho é estúpido e inofensivo, isto é, se você estiver armada e longe dele. _afirmei com a cabeça acompanhando a conversa_ mas, se um grupo de mortos-vivos chegarem perto de você aconselho que se não estiver armada, corra.


         Imaginei o que iria acontecer comigo se, por algum motivo, eu me separasse de Trevon e Cardoso e precisasse me virar com os mortos. Arrepiei-me só de imaginar o que iria acontecer. Depois disso Trevon e eu conversamos sobre mais algumas coisas a respeito dos mortos e enquanto conversávamos Cardoso continuava mantendo seu precioso e sagrado silêncio e as poucas vezes que ele abria a boca era para fazer uma piada sobre o que estávamos falando, aquele tipo de piada que só ele acharia graça, ou falar algo irônico a respeito do que eu perguntava ou das coisas que Trevon respondia, fora isso ele se manteve calado o resto do tempo.

         Já estamos a quase uma hora na estrada, e eu só tinha visto cerca de dez mortos, ou caídos no chão ou sentados nos bancos dos carros que estavam abandonados no decorrer da estrada. Teríamos um dia de sorte em ver tão poucos mortos ou estariam todos eles nos esperando em Yakima?

         Trevon tinha me falado que tudo isso tinha começado em 2012, que naquela época a população de Spokane variava de 190 mil a 200 mil pessoas e agora, nesse momento, eu não via nenhuma alma viva.

         Eu estava com a cabeça encostada no vidro, fiquei com os meus olhos fechados por alguns longos e demorados minutos, e foi quando pude ouvir uma criança falando. Ela falava baixo e embolado, porém estava entusiasmada, arregalei meus olhos caçando a voz desvairadamente enquanto procurava por ela. Trevon estava me observando pelo retrovisor lateral do carro, ele virou-se para mim.

_ Esta tudo bem? _perguntou, seu tom de voz entregava que estava preocupado.

_ Sim, é só que... _dei uma pausa e respirei fundo_ você não ouviu?

_ Ouvi o que? _ele perguntou

_ Nada não _ Respirei fundo mais uma vez e passei a mão no rosto. Estou enlouquecendo? Primeiro a loucura de ontem e agora isso. Encostei minha cabeça no vidro, mas recusei a proposta de fechar os olhos novamente.

_ Esquecida, curiosa e agora louca. _Atacou Cardoso, pude sentir que ele estava com aquele sorriso sem mostrar os destes, aquele que dizia “criança inofensiva, aposto dez pratas que não vai durar um dia”.

         Como das muitas outras vezes ignorei o que ele falou, me acomodei no banco e perguntei-me o que teria sido aquilo e o que aquela criança teria falado, ou melhor, o que diabos era aquela criança?


         Nas outras duas horas, o carro ficou em um silencio insuportável. E então fiquei perguntando-me as mesmas coisas que eu sabia que nem tão cedo, ou talvez nunca, encontraria as respostas. Afinal, quem sou eu? Qual é o meu nome? Eu tinha quantos anos? Que dia era meu aniversário? Tinha filhos? Namorado, Noivo, Marido? Meus pais eram vivos? Eu era alguém importante ou só mais uma pessoa comum no meio de muitas outras? Fiquei me perguntando como seria minha vida em 2012, eu era feliz? Estava realizada? E quando tudo aconteceu, sentiram minha falta?


         Eu estava distraída pensando em coisas relacionadas a isso, até que o carro passou por cima de alguma coisa, fazendo um barulho arrepiante que arrancou-me dos meus pensamentos e me deu um baita susto.


_ Só passamos por cima de um cadáver, fique tranquila. _avisou Trevon.

_ Falta muito? _perguntei.

_ Já estamos chegando _ele pausou e virou-se para mim_ depois daquela curva já estaremos dentro da cidade.

         Foram cerca de 326,6km de Spokane até Yakima. Trevon tinha razão, quando viramos a curva avistei a placa de boas-vindas. Estava enferrujada e algumas plantas já estavam acomodadas em cima da placa, as palavras “Welcome To Yakima” já estavam quase invisíveis, Yakima não estava nada convidativa.

Continua...

No próximo capítulo:           

         Coloquei minha cabeça para fora mais uma vez e notei agitação no carro ao lado. Isso realmente teria sido um movimento? Olhei fixo por alguns alongados trinta segundos e nada se movimentou. Decidi arriscar vendo pela outra janela que me daria uma visão mais extensa, mas foi quando desci o vidro que olhei para trás e vi um morto-vivo aproximando-se de Trevon que senti meu coração bater mais rápido do que quando ele e Cardoso apontaram suas armas para mim.

_ TREVON! _gritei e o cadáver ambulante se manifestou jogando-se em Trevon que estava dês costas para ele.

Notas:

         Demorei? Demorei. Fiquei sem internet? Fiquei. Torci o pé? Torci.
Gente que semana estranha, fiquei sem internet no dia que iria postar, torci o pé, passei cinco dias no meu pai por causa do feriadão, e sim todo final de semana vou para o meu pai. Mas voltei e postei.

         A melhor parte disso é que amanhã, já que esse capítulo foi minúsculo, irei postar o CAP07. Obrigada pelo comentário, obrigada pelas visualizações e obrigada até mesmo para as leitoras fantasmas, que eu sei que vocês existem pelas estatísticas do blog, apareçam!

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- Um beijo, Mama

2 comentários:

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