”A única
coisa que você pode escolher é pelo que você irá arriscar”
Anteriormente em The Diaries Of a Survivor:
Ele destravou a arma
e conferiu se estava cheia, olhou brevemente para Trevon e em seguida para mim.
Eu e Trevon estávamos logo atrás dele.
_ Fique esperta e não
faça barulho algum _Trevon disse baixinho pra mim enquanto pegava sua arma que
estava na cintura.
Balancei a cabeça e foi Trevon quem
destravou a arma.
__________
Cardoso colocou a mão na maçaneta e meu
coração bateu mais rápido. Eu estava nervosa e não fazia ideia do que estaria
me esperando lá fora.
O caminho da porta até o carro foi inexplicavelmente
tranquilo, porém Cardoso e Trevon estavam em alerta até para o menor barulho
que fosse emitido a qualquer momento. Segui o recomendação de Trevon, não
fazendo barulho algum até chegar ao carro que nos aguardava na frente da casa,
Cardoso entrou pela porta do motorista e Trevon ao lado dele, eu fiquei no
banco de trás.
_ Onde eles estão?
_perguntei referindo-me aos mortos-vivos.
_ Eles não costumam
aparecer de dia, ao menos que façamos algum barulho, o suficiente para ser
ouvido por eles, ai você verá sair mortos saindo de todos os lados _ele pausou,
ficamos em silencio por alguns minutos até que Trevon resolveu quebrá-lo_ Hey
garota _era admirável o jeito em que ele me chamava de garota, ele falava de um
jeito em que hipótese alguma iria parecer rude, mas sim como se “Garota” fosse um
apelido carinhoso, um jeito afetuoso de me chamar já que claramente eu não lembrava
meu próprio nome. _ Entenda uma coisa, um morto-vivo sozinho é estúpido e
inofensivo, isto é, se você estiver armada e longe dele. _afirmei com a cabeça
acompanhando a conversa_ mas, se um grupo de mortos-vivos chegarem perto de
você aconselho que se não estiver armada, corra.
Imaginei o que iria acontecer comigo
se, por algum motivo, eu me separasse de Trevon e Cardoso e precisasse me virar
com os mortos. Arrepiei-me só de imaginar o que iria acontecer. Depois disso Trevon
e eu conversamos sobre mais algumas coisas a respeito dos mortos e enquanto
conversávamos Cardoso continuava mantendo seu precioso e sagrado silêncio e as
poucas vezes que ele abria a boca era para fazer uma piada sobre o que
estávamos falando, aquele tipo de piada que só ele acharia graça, ou falar algo
irônico a respeito do que eu perguntava ou das coisas que Trevon respondia,
fora isso ele se manteve calado o resto do tempo.
Já estamos a quase uma hora na estrada,
e eu só tinha visto cerca de dez mortos, ou caídos no chão ou sentados nos
bancos dos carros que estavam abandonados no decorrer da estrada. Teríamos um
dia de sorte em ver tão poucos mortos ou estariam todos eles nos esperando em
Yakima?
Trevon tinha me falado que tudo isso
tinha começado em 2012, que naquela época a população de Spokane variava de 190
mil a 200 mil pessoas e agora, nesse momento, eu não via nenhuma alma viva.
Eu estava com a cabeça encostada no
vidro, fiquei com os meus olhos fechados por alguns longos e demorados minutos,
e foi quando pude ouvir uma criança falando. Ela falava baixo e embolado, porém
estava entusiasmada, arregalei meus olhos caçando a voz desvairadamente
enquanto procurava por ela. Trevon estava me observando pelo retrovisor lateral
do carro, ele virou-se para mim.
_ Esta tudo bem?
_perguntou, seu tom de voz entregava que estava preocupado.
_ Sim, é só que...
_dei uma pausa e respirei fundo_ você não ouviu?
_ Ouvi o que? _ele
perguntou
_ Nada não _ Respirei
fundo mais uma vez e passei a mão no rosto. Estou enlouquecendo? Primeiro a
loucura de ontem e agora isso. Encostei minha cabeça no vidro, mas recusei a
proposta de fechar os olhos novamente.
_ Esquecida, curiosa
e agora louca. _Atacou Cardoso, pude sentir que ele estava com aquele sorriso
sem mostrar os destes, aquele que dizia “criança inofensiva, aposto dez pratas
que não vai durar um dia”.
Como das muitas outras vezes ignorei o
que ele falou, me acomodei no banco e perguntei-me o que teria sido aquilo e o que
aquela criança teria falado, ou melhor, o que diabos era aquela criança?
Nas outras duas horas, o carro ficou em
um silencio insuportável. E então fiquei perguntando-me as mesmas coisas que eu
sabia que nem tão cedo, ou talvez nunca, encontraria as respostas. Afinal, quem
sou eu? Qual é o meu nome? Eu tinha quantos anos? Que dia era meu aniversário?
Tinha filhos? Namorado, Noivo, Marido? Meus pais eram vivos? Eu era alguém
importante ou só mais uma pessoa comum no meio de muitas outras? Fiquei me
perguntando como seria minha vida em 2012, eu era feliz? Estava realizada? E
quando tudo aconteceu, sentiram minha falta?
Eu estava distraída pensando em coisas relacionadas a isso,
até que o carro passou por cima de alguma coisa, fazendo um barulho arrepiante
que arrancou-me dos meus pensamentos e me deu um baita susto.
_ Só passamos por
cima de um cadáver, fique tranquila. _avisou Trevon.
_ Falta muito?
_perguntei.
_ Já estamos chegando
_ele pausou e virou-se para mim_ depois daquela curva já estaremos dentro da
cidade.
Foram cerca de 326,6km de Spokane até
Yakima. Trevon tinha razão, quando viramos a curva avistei a placa de boas-vindas.
Estava enferrujada e algumas plantas já estavam acomodadas em cima da placa, as
palavras “Welcome To Yakima” já estavam quase invisíveis, Yakima não estava nada
convidativa.
Continua...
No próximo capítulo:
Coloquei minha cabeça para fora mais
uma vez e notei agitação no carro ao lado. Isso realmente teria sido um
movimento? Olhei fixo por alguns alongados trinta segundos e nada se movimentou.
Decidi arriscar vendo pela outra janela que me daria uma visão mais extensa, mas
foi quando desci o vidro que olhei para trás e vi um morto-vivo aproximando-se
de Trevon que senti meu coração bater mais rápido do que quando ele e Cardoso
apontaram suas armas para mim.
_ TREVON! _gritei
e o cadáver ambulante se manifestou jogando-se em Trevon que estava dês costas
para ele.
Notas:
Demorei? Demorei. Fiquei
sem internet? Fiquei. Torci o pé? Torci.
Gente que semana
estranha, fiquei sem internet no dia que iria postar, torci o pé, passei cinco
dias no meu pai por causa do feriadão, e sim todo final de semana vou para o
meu pai. Mas voltei e postei.
A melhor parte disso é que amanhã, já
que esse capítulo foi minúsculo, irei postar o CAP07. Obrigada pelo comentário,
obrigada pelas visualizações e obrigada até mesmo para as leitoras fantasmas,
que eu sei que vocês existem pelas estatísticas do blog, apareçam!
Não se esqueçam de seguir o blog, de
comentar e de curtir a página do MWMF no facebook clicando aqui. Por hoje é só.
- Um beijo, Mama ♥

AMIE O CAPITULOOOOO. Posta Logoo flor
ResponderExcluirCAPÍTULO NOVO SAI DAQUI A POUQUINHO MEU AMOR ♥ Beijos
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