"Se você sair, você arriscará a sua vida. Se você beber água, você
arriscará sua vida. E hoje em dia só de respirar você já arrisca sua vida. A
única coisa que você pode escolher é pelo o que você irá arriscar."
Anteriormente em The Diaries Of a Survivor:
Passos. Era isso o que vinha na minha
cabeça. Passos de alguém andando em um corredor silencioso em que somente o
contado do calçado chocando-se ao chão era ouvido. Um corredor enorme de
paredes e chão branco, o barulho era semelhante ao de um salto alto fazendo
contato com o chão várias e várias vezes, era a única coisa que ecoava ali,
nenhum outro ruído, nenhuma voz, nada, somente isso. A suposta mulher parou na
frente de uma porta e seu reflexo apareceu no pequeno vidrinho da porta branca.
Ela,era eu.
__________
A presumível Eu colocou mão em um tipo
de sensor ao lado da porta e ela abriu-se, quando entrei na suposta sala, minha
mente interrompeu-se e a lembrança se dissipou.
Abri meus olhos.
Estou ofegante, mas minha cabeça por
fim parou de doer. Que diabos foi isso? Passei dois anos deitada em uma cama,
mas depois da experiência no banho eu me sentia cansada e doente. Perguntei-me
o motivo da dor na cabeça e deduzir que teria sido quando tomei um tombo e a
bati.
Eu já estava na cama quando olhei para
um canto da parede e vi um relógio pendurado, marcava 23:50hrs. Isso estava
realmente certo? Tanto faz, não importava agora. Fechei meus olhos e só levei
alguns minutos para conseguir dormir.
_ Hey garota.
_Escutei a voz de Trevon e abri os olhos assustada_ calma, sou eu.
_ Ah, oi Trevon. _Sentei-me
na cama
_ Se arrume rápido,
já amanheceu e já estamos saindo.
Levantei rapidamente da cama e então
Trevon saiu do quarto, fiz minha higiene e desci para um o primeiro andar. Cardoso
estava na cozinha comendo alguma coisa, olhei para os lados em busca de Trevon,
porém não consegui achá-lo.
_ Bom dia. _estou
constrangida com a presença de Cardoso.
Ele me olhou
e voltou a comer.
_ Aqui garota, pode
comer isso. _Trevon disse entrando na cozinha com comida enlatada._ Não é uma
comida cinco estrelas, mas é isso que tem. _ele deu de ombros.
_ Ela tem que
agradecer _ele deu um gole na água que estava bebendo_ salvamos a vida dela e
ainda estamos dando a ela o que comer. _disse Cardoso de forma áspera.
_ Não fale assim,
tio. _Trevon me olhou como quem dizia “perdão por ele, Cardoso é babaca e você
deve ignorá-lo”. Foi o que eu fiz, ignorei Cardoso e fui até Trevon pegando a
lata de sua mão.
_ Hey, vai abrir
como? _Cardoso voltou a falar_ Com os dentes? _ ele riu da própria piada. Respirei
fundo.
_ Deus, tio! _Trevon
falou e deu uma pausa_ Deixe a garota em paz. _ele pegou um abridor em cima da
pia e um garfo e deu pra mim.
_Obrigada.
Sentei-me na
mesma mesa que Cardoso estava.
_ Vamos para Yakima.
_Trevon aproximando-se da mesa enquanto eu abria a lata.
_ Em que lugar estamos?
_perguntei colocando um pouco da comida na boca.
_ Washington, EUA.
_Trevon respondeu sentando-se na cadeira ao meu lado.
_ Qual cidade?
_perguntei.
_ Spokane. _ele
respondeu.
_ Desde quando
estamos aqui?
Trevon abriu
a boca para responder e então Cardoso o cortou.
_ Jesus, como essa
garota pergunta! _ele falou quase gritando, parecia irritado.
Eu iria debater, mas preferir calar a
boca já que se não fosse por eles eu teria virado comida para morto-vivo, e
mesmo agora depois de ter acordado de um sono de anos ele poderia me colocar
pra fora a qualquer momento. Se tivesse alguém que iria debater com Cardoso e o
deixar mais irritado do que naturalmente é, esse alguém definitivamente não
seria eu.
(...)
Cardoso estava tirando algumas madeiras
da porta que tinha colocado ontem de madrugada desde que um morto-vivo tentou
invadir a casa. Abordei Trevon perguntando-o qual tinha sido a necessidade para
isso já que tinham três enormes cadeados e ele disse que Cardoso era cheio de
si e que as vezes preferia não contrariar as manias do tio.
_ Usamos essas
madeiras para bloquear a passagem das coisas que ficam lá fora. _Trevon estava
me explicando o motivo de colocar as madeiras extras na porta, mesmo eu já
sabendo ou desconfiando o motivo_ Não é 100% seguro mais pelo menos nenhum morto-vivo
consegue entrar.
Balancei a cabeça e então peguei a
mochila que Trevon tinha me dado para colocar minhas coisas, fui para o meu
quarto, guardei minhas coisas, coloquei uma das alças da mochila no ombro,
desci as escadas e não pude evitar de perguntar.
_ Por que estamos
saindo de Spokane?
_ Acabou tudo aqui
nessa cidade _ele respondeu_ gasolina para o carro, comida, água, tudo! Acho
que você percebeu o quanto estava fraca a água ontem _balancei a cabeça
concordando_ Só temos suprimentos para
mais ou menos uma semana, se acabarem estamos ferrados.
_ Yakima fica a mais
ou menos quanto tempo daqui? _perguntei
_ Umas três horas.
_ele respondeu pegando as coisas dele e as do tio.
_ Não tem nenhuma
cidade mais perto? _perguntei. Três horas, tempo demais para uma viagem.
_ Cidade tem _ele
respondeu_ Coeur D’alene fica próximo, mais ou menos uns trinta e seis minutos.
_ Por que não vamos
pra lá, então? _trinta e seis minutos para três horas não era pouca diferença e
sim muita. E por que não optar pelo lugar mais perto, Certo?
_ Se lá tivesse
alguma coisa estaríamos indo pra lá, não acha? _perguntou Cardoso com seu
natural tom pressuroso na voz, segurando o martelo que tirava as madeiras
extras da porta com a mão e o apoiando no ombro enquanto virava-se pra mim, ele
caminhou até Trevon e em seguida pegou uma das mochilas que estavam na mão
dele.
_ Coeur d’alene,
ultima cidade que estávamos e a mais perto, porém agora não se tem mais nada
para aproveitar lá _Trevon pausou_ por isso vamos para Yakima.
_ Mas lá tem
gasolina, comida e água? _perguntei, como ele poderia ter tanta certeza assim?
E se no meio do caminho algo de errado acontecesse?
_ Deixe-me ver na bola
de cristal! _Cardoso falou fingindo gentileza e doçura no tom de voz enquanto
segurava uma bola invisível entre as mãos_ Garota, como iremos saber? _ele
perguntou quase óbvio abaixando as mãos e me encarando de forma séria.
Quando terminamos de pegar todas as
coisas, Cardoso parou na frente da porta da casa, destravou os enormes cadeados
guardando-os no bolso. Ele destravou a arma e conferiu se estava cheia, olhou
brevemente para Trevon e em seguida para mim. Eu e Trevon estávamos logo atrás
dele.
_ Fique esperta e não
faça barulho algum _Trevon disse baixinho pra mim enquanto pegava sua arma que
estava na cintura.
Balancei
a cabeça e foi Trevon quem destravou a arma.
Continua...
No próximo capítulo:
Arregalei meus
olhos caçando a voz desvairadamente enquanto procurava por ela. Trevon estava
me observando pelo retrovisor lateral do carro, ele virou-se para mim.
_ Esta tudo bem?
_perguntou, seu tom de voz entregava que estava preocupado.
_ Sim, é só que...
_dei uma pausa e respirei fundo_ você não ouviu?
_ Ouvi o que?
_ele perguntou
Notas:
Eita Mama, o que
esta acontecendo nessa prévia? Não sei... Mentira sei sim u_u
Eu quero pedir
desculpas, muitas desculpas mesmo, por ter demorado a postar. Eu tive alguns
imprevistos essa semana, tive que ir ao médico, ir para o meu pai (que não mora
comigo) e um monte de outras coisas. Podem ficar tranquilas que não
irei abandonar vocês ♥
EU TÔ PIRANDO
AQUI, meninas eu quero abraçar e beijar todas vocês que viraram membros do
blog, que comentam e que estão lendo a minha fanfic. OBRIGADA SUAS LINDAS VOCÊS
ME MOTIVAM!
Por hoje é só, digam
ai em baixo o que acharam desse capítulo, o que vocês estão esperando para os próximos
e se vocês estiverem com alguma dúvida podem comentar também, lembrando que eu
respondo todos os comentários.
- Um beijo, Mama ♥




