maio 13, 2015

The Diaries Of A Survivor: SINOPSE (Flash Forward)






flash forward: Quando a ordem cronológica é interrompida e um acontecimento futuro é mostrado, depois voltando ao tempo normal. Ou seja, essa sinopse é um acontecimento no futuro, o primeiro capítulo começa meses antes. Então, vocês voltaram a ver essa sinopse, mas em forma de capítulo, mais para frente. Não esqueçam disso.

“               Escrevo estas linhas para você que, por algum motivo, encontrou esse diário. Acho que estou enlouquecendo, a febre está cada vez mais alta e posso sentir o frio invadindo cada músculo do meu corpo. A morte é inevitável, sempre foi. Mas eu costumava dizer que não tinha medo de morrer, e que quando ela viesse, eu a receberia de braços abertos, mas agora, que sei que vou morrer é diferente. A escuridão esta chegando, eu não a quero, mas sei que a cada segundo minha morte se aproxima. 
                Eu gosto de pensar que, em algum lugar no futuro, tudo estará bem. Crianças correndo e brincando pelas ruas, homens e mulheres lutando por tudo aquilo que lhes foram tomados de forma cruel, bárbara, sádica, devastadora e acima de tudo, desumana.
                A raça humana foi extinta, todos os sete bilhões foram subtraídos para no máximo 10 mil pessoas em todo o mundo e a cada momento esse número é reduzido. A quem diga que, para cada sobrevivente, a milhões de errantes. Ainda pensando no futuro, digo, o futuro de vocês já que o meu é tão incerto quanto uma jogada na loteria, já existe uma cura? Ainda existem aqueles monstros? Quanto tempo se passou desde o dia de hoje? Estima-se que, para acharem a cura levará no mínimo 50 anos. Isso realmente aconteceu?
                Enquanto terminava de escrever a ultima linha do parágrafo acima, senti uma enorme queimadura no estomago, cada vez que respiro sinto que meu pulmão vai explodir a qualquer momento. 
               Acabei de vomitar uma abundância absurda de sangue, mas antes disso meu nariz começou a sangrar e só tomei conta depois que círculos vermelhos foram formando-se na folha desse diário, então sim, essas pequenas marcas são sangue. Estou tão cansada e aborrecida, minha mão já começa a doer, irei parar de escrever.
               Acho que algumas horas se passaram deste o ultimo parágrafo, Cardoso ainda não voltou, não tenho muita ciência de nada e nem do que esta acontecendo ao meu redor. Já tentei parar de escrever, mas todas as vezes que o tento sinto-me mais sozinha e a loucura aproxima-se mais rápido. 
 Já é a terceira vez que coloco sangue pela boca, estou realmente horrorizada e ao mesmo tempo admirada, porque com abundância que vomitei admiro-me que ainda tenha sobrado sangue dentro do meu corpo. Dessa vez, não vomitei apenas sangue e sim alguns pedaços dele também. Ouvi a voz de Cardoso, uma pontada de esperança atingiu-me rapidamente junto a uma pequena quantidade de emoção. Não sei se estou alucinando ou se Cardoso realmente esta aqui. De qualquer forma, preciso encontrá-lo. Levantei-me pegando apoio na parede em que eu estava encostada. Respirei fundo tentando pegar todo o fôlego possível, e foi como milhões de giletes passando sobre todo o meu pulmão. Ignorei a dor o máximo que pude, eu precisava continuar. Encaminhei-me até a porta da saída e com dificuldade tirei os destroços que bloqueavam tanto a saída quanto a entrada. Fez um barulho terrivelmente alto quando se chocaram no chão, e os errantes olharam para mim, todos eles, sem exceção. 
               Agora tudo seria baseado em como sobreviver, em fugir de todos eles e achar Cardoso no final disso tudo. Peguei a pistola, que antes estava presa na minha cintura, e destravei-a em seguida, apontando para um deles. E foi ali que eu percebi, que tudo o que eu fiz, tudo o que eu passei, nada poderia ter sido em vão. Todo o sofrimento, a dor, a perda, mas ainda sim os poucos momentos bons que eu pude presenciar desde tudo não seriam jogados para o vento. Tudo o que importava agora era sobreviver. O que eu iria fazer? O que o futuro me reservava? Eu não sabia, mas se eu quisesse ver o dia do amanhã, teria que fazer com que todos os tiros valessem a pena.” – Sobrevivente.

Assista ao TRAILER:



Um beijo, Mama.

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