junho 15, 2015

The Diaries Of a Survivor. Capitulo 8.




Eu odeio não saber mais no que acreditar. Eu odeio não saber o que é real.

Anteriormente em The Diaries Of a Survivor:

_ Hey, não chora não _Trevon disse colocando a mão no meu braço que estava em cima da mesa_ Meu tio ele, bom ele só... _tive que interrompe-lo.

_ Ele só o que? Seu tio me odeia e eu não fiz absolutamente nada contra ele, pelo contrário, salvei a vida dele e ele me agradeceu assim _tirei a mão de Trevon do meu braço e levantei_ Se ele quer que eu vá embora, eu vou.
__________


_ O mundo lá fora esta pior do que parece, menina _Trevon disse abaixando o olhar. Ele ficou em silencio então eu dei as costas para ele e comecei a andar_ Meu tio perdeu uma das únicas pessoas que realmente importava-se _parei de andar_ ele perdeu a esposa, foi antes do apocalipse, mas ainda assim foi uma perda _Trevon respirou fundo, como se esse assunto o machucasse_ E a única filha dele também morreu _ele deu uma pausa_ aquela que te ajudava.

         Virei-me para Trevon e ele estava olhando para mim, sua fisionomia triste e atormentada, talvez até um pouco receosa. Aproximei-me dele e sentei-me ao seu lado.

_ Qual era o nome dela? –perguntei.

_ Samanta _respondeu_ a chamávamos de Sam.

_ E como aconteceu? _perguntei.

_ Foi antes de irmos para Spokane, na verdade estávamos na estrada para chegar à cidade, ela quis parar em uma farmácia e paramos. Lá dentro um morto-vivo a atacou.

_ Por que ela parou na farmácia? _perguntei.

         Meu coração acelerou como quem já sabia a resposta.

_ Ela queria pegar alguns remédios. _foi só o que Trevon respondeu.

_ Para mim? _perguntei.

         Ele ficou em silencio. Cardoso me odiava porque se não fosse por mim Samanta estaria viva e ao lado dele. Tudo agora fazia sentido. Senti-me fraca, culpada e doente. Algumas lágrimas estavam rolando enquanto minha mente reproduzia a cena de Sam sendo mordida pelos mortos. Seus gritos e suas dores eram reproduzidos nos meus ouvidos e sentidos na minha pele, isso era aterrorizante.

         Desde que acordei, não me lembro de ter sentido-me assim. Eu era a culpada e ainda assim eles me abrigavam e me mantiveram viva por todos esses meses depois da morte de Samanta.

         Trevon me abraçou e disse que nada era minha culpa. Eu o abracei também e ficamos em um extenso e inquebrável silêncio. E ali eu pude, pela primeira vez, me sentir confortável e protegida, eu sabia que ele estaria ali para o que eu precisasse. Ah Trevon...
(...)

         Quando fui para o quarto que eu ficaria, entrei no banheiro e fiz minha higiene. Quando finalmente terminei, deitei minha cabeça no travesseiro e fechei meus olhos. Pensei em Sam, e com base a aparência de Cardoso, pensei em como ela deveria ser.

         Sinto muito Sam, me perdoe.

Demorou um pouco até eu finalmente dormir.


_ Você fica tão gostosa com essa roupa _o homem disse.

_ Me respeite, Mark. _revirei os olhos e ele sorriu, ouvimos batidas na porta e Mark deu permissão para entrar.

         Um rapaz magrelo que usava óculos de grau, jaleco branco, calça jeans e uma blusa também branca, adentrou na sala.

_ Esta tudo pronto senhor, já podemos começar.

         Mark sacudiu a cabeça e o rapaz retirou-se com um pedido de licença. Mark olhou para mim.

_ Esta pronta? _ele perguntou.

_ Tenho escolha? _sorri e ele negou com a cabeça.

         Tudo em volta escureceu e quando tudo voltou ao normal, notei que estava em outro lugar. Paredes, tetos e chão brancos. Eu estava sentada em uma cadeira quando o magrelo apareceu na minha frente.

_ Esta pronta?  _ele perguntou pegando uma seringa, a mesma usada para recolher sangue do paciente.

_ Ande logo com isso antes que eu desista _pronunciei e então ele assentiu_ Cuidado _reclamei ao sentir a picada da agulha.

(...)

         Eu estava em um corredor gigante e bem largo, homens e mulheres de jaleco andavam ao meu lado, indo ou vindo, cada um fazendo seus afazerem. Parei na frente de uma porta e então a abrir.

         O cenário mudou mais uma vez.


_ Adivinha quem chegou! _ falei quase gritando com um sorriso largo no rosto, eu não estava com a mesma roupa, eu falei aquilo como se fosse programada igual a um robô para falar.

         Olhei em volta e então entendi que não estava no cenário que realmente deveria estar. Em vez de um lugar de trabalho, eu estava em uma casa (?). Tinham dois sofás na frente de uma lareira e em cima dela uma televisão anexada. Na minha frente uma escada. Ouvi alguém descendo os degraus com euforia, quando olhei era uma criança, ela estava parada no fim da escada me olhando e parecia falar alguma coisa, por algum motivo ela não emitirá som algum só balançava a boca como se estivesse fazendo mímica. Forcei minha vista para tentar ver seu rosto, mas não me era permitido, seu rosto estava borrado, tudo estava borrado. Quando ela deu o primeiro passo para frente um cadáver saiu de uma porta próxima a escada e agarrou-a.
                                                                  
         Eu gritava, meus pés pareciam estar grudados ao chão, eu tinha que ajudá-la, eu precisava ajudá-la.

                                                 
_ NÃO! LARGUE ELA, POR FAVOR!


         E então comecei a me debater e a ouvir alguém gritando.  Algo me balançava e fazia-me descolar da cama por alguns segundos. Abri meus olhos e sentei-me na cama quase que no automático.

         Coloquei minha mão na nuca ao sentir uma espécie de queimadura interna, a mesma que senti quando estava tomando banho em Spokane, a mesma que senti no carro, a mesma que sentia quando coisas estranhas aconteciam comigo.

         Eu estava ofegante e Trevon estava me olhando com os olhos arregalados, ele estava de pé ao lado da cama.


_ Calma, foi só um pesadelo _ele disse sentando-se na cama e segurando minha mão.

         Meus olhos ardiam, mas eu não poderia chorar, não ali. Cardoso estava na porta do quarto me observando e segurando uma arma.

Minha mente ficou fuçando o nome Mark, até que...

         Congelei com a minha lembrança.


Início do Flashback – Encontra-se no Capitulo 4.

_ Como tudo aconteceu? Digo por que dessas coisas?

_ Mark Ward Corporation, MWC, Ward Inc, Mark Ward Pharmaceutical Inc. _ele engoliu a saliva e voltou a falar_ Enfim como preferir chamar, tudo começou pelo dono da fábrica. _ele encarou os pés_ As pessoas achavam que produziam produtos farmacêuticos, mas na verdade eles tinham um laboratório secreto, mas aparentemente não conseguiram conter toda aquela merda, não sei exatamente o que aconteceu só que o vírus alastrou-se muito rápido e eles não conseguiram conter aquela porcaria de forma alguma _ele pausou_ tentam até hoje achar uma cura.

_ Por que diabos alguém inventaria um vírus que converteria pessoas normais em mortos-vivos? _perguntei, acabar com o mundo era doentio.


 Fim do Flashback – Capitulo 4

         Eu ainda estava em choque. Era como uma pancada no estômago. O mesmo Mark do meu sonho seria o Mark da MWC? O mesmo criador do vírus era o homem que tinha me chamado de gostosa? Eu conhecia Mark Ward? Meu corpo estava congelado e minha mente estava a mil.

_ Esta tudo bem, tio _Trevon olhou para Cardoso_ pode voltar a dormir.

         Cardoso não disse nada, apenas se retirou. Quando finalmente olhei para Trevon ele perguntou:

_ O que aconteceu?


Continua...     


No próximo capítulo:           

         Ouvi um barulho na porta principal, e levei meu olhar rapidamente para a ela. Quando ela finalmente abriu apareceu uma garotinha, a mesma que eu tinha visto da ultima vez em meus sonhos, a mesma que foi atacada por um morto-vivo, seu rosto ainda estava borrado, mas quando a distancia entre nós duas diminuiu, seu rosto ficou um pouco mais nítido, porém não o suficiente. Ela tinha cabelos castanhos e longos, sua pele branca dava destaque aos seus olhos marrons, ela era um pouco gordinha, mas parecia saudável. E agora ela estava mais uma vez ali. A criança saiu correndo em direção a mim, acompanhei com o olhar ela vindo. Ela estava me vendo? Sorri e me agachei para poder abraçá-la, era o que eu desejava mais do que qualquer coisa.
        
Notas:

         EITAAA. A sobrevivente conhece o Mark? Será que esse cara vai aparecer? E o que essa garotinha é dela? Mistérios da vida.

         Eu vou voltar a dizer que: Nem tudo é o que parece ser e nem todo mundo é o que diz. Gravem isso porque depois não vão dizer que eu não avisei. Agora o que eu quero dizer com isso tudo é outro mistério da vida.

         Estou querendo muito ter um dia fixo para postar. Talvez dois dias. O que acham? E qual o melhor horário?

Como encontrar SPOILER: As fotos no topo das postagens e as frases logo em baixo delas falam um pouco sobre o capítulo e como ele será. Exemplo:
A sobrevivente ficou confusa sobre ser real ou não sua alucinação com Mark, em baixo da imagem do capítulo tem uma frase falando sobre isso, então prestem atenção em T-U-D-O, estou dando spoilers desde o CAP01.


         Meninas, quando chegarmos as 10 seguidoras vou fazer maratona de 5 capítulos. Por hoje é só, comentem divulguem e espalhem para as amigas(os).

- Um beijo, Mama

6 comentários:

  1. Taa arrazaando 😍 .. Posta logo *u* ❤

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  2. Ai meu Deus que delícia de capítulo mama! Posta logo tá ótimo <3

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    1. Uiiiiii vem aqui agora ♥
      Tá postado.
      Obrigada pelo comentário amiga.
      Um beijo ♥
      RM

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  3. Amei o capitulo eu acho que a menina e filha dela, e esse cara ai e marido mas ne vamos esperar para o próximo capitulo.
    Posta logooooo Mama.����

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    1. Será? Hmmmmmmm.
      Haha obrigada pelo comentário, meu amor.
      Um beijo ♥
      MR

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