maio 17, 2015

The Diaries Of A Survivor. Capitulo 2.

“Quando o inferno estiver lotado, os mortos reinarão sobre a terra.”


Anteriormente em The Diaries Of A Survivor:

_ Eu não ousaria! _o homem falou atrás de mim.

         Senti todo o meu corpo ficar fraco, meu coração não poderia bater mais rápido, meus olhos estavam arregalados, meus lábios estavam secos, meu corpo estava congelado. Me virei alguns longos segundos depois e os dois homens já apontavam as armas para mim.

__________

_ Por favor não me matem. _ eu supliquei enquanto algumas lagrimas já saiam dos meus olhos. Os homens olharam-se entre si_ Quem são vocês? _perguntei.

         Eu estava tão assustada quanto uma criança que vê um palhaço pela primeira vez. Na minha mente eu já poderia ouvir os barulhos dos tiros e já poderia senti-los furando minha pele com crueldade e agilidade.

_ Não abra a porta, ao contrario eu atiro _ameaçou o homem mais velho a menos de dois metros de distancia de mim.

         O homem a minha frente aparentava estar lá para os seus 48 anos, seus olhos castanhos eram frios e bem observantes, ele parecia ser um homem amargurado com a vida e que faria de tudo para ter o que quer, até mesmo que isso custasse explodir algumas cabeças com alguns, ou até mesmo um, tiro certeiro. Seu cabelo castanho era preenchido com vários fios brancos, o que confirmava o fato de ser bem mais velho do que o sujeito ao lado. Ele parecia em forma, sua voz era autoritária, firme, levemente irônica e até um pouco rude.

_ O que esta acontecendo? _perguntei fungando com o nariz e tentando me acalmar, se fosse para ele me matar, já teria o feito.

_ Me dê às chaves! _ ele mandou ignorando mais uma das minhas muitas perguntas.

         Eu não tinha escolha, ao menos que quisesse morrer ali mesmo. Respirei fundo e tremendo dei as chaves a ele.

_ Ela é só mais uma garotinha assustada. _ele explanou ao me ver tremer_ Você pode cuidar disso Trevon. _disse o homem mais velho abaixando a arma e olhando para trás.

         O tal Trevon tinha alguns traços do homem mais velho. Ele deveria ter uns 30 anos, tinha o cabelo loiro e olhos azuis. Trevon era bem mais alto que eu.


         Trevon afirmou com a cabeça e o homem mais velho virou-se para mim uma ultima vez e foi para o andar de cima, parando no meio da escada e pronunciando em bom som.

_ Qualquer coisa estou lá em cima Trevon. _disse olhando para o rapaz e brevemente para mim._ mas, acho que essa criança não ousaria tentar qualquer coisa, espero que ela seja inteligente_ Em seguida continuou a subir a escada balançando as chaves no dedo.

_ Esta tudo bem? _perguntou Trevon olhando brevemente para mim e abaixando a arma.

_ Quem são vocês? _perguntei ainda encostada na porta.

_ Sou Trevon. _respondeu guardando a arma na cintura, ainda estava de cabeça baixa.

_ Isso eu sei. _minha voz saia por um sussurro.

_ O homem mal-humorado é meu tio. _pausou_ Pode chamá-lo de Cardoso.

_ Vocês são sequestradores? Digo vocês me trancaram aqui e... _antes que eu pudesse continuar fui interrompida.

_ Você não sabe o que aconteceu lá fora? _perguntou ele colocando as mãos no bolso da calça e finalmente olhando pra mim.

_ O que aconteceu lá fora? _ perguntei, meu coração acelerou por algum motivo.

_ É uma longa história. Acho que você vai querer sentar para ouvir. _disse ele indo até a sala. Dando as costas para uma desconhecida? Que corajoso.

         Por alguns segundos hesitei em não ir, porém o que restava a não ser segui-lo? Olhei para a porta uma ultima vez e o segui. Eu gostaria que ela pudesse abrir magicamente.

_ Quer comer alguma coisa? _perguntou.

_ Não _respondi parando na frente do sofá.

_ Se quiser sentar... _ recomendou aproximando-se da janela.

         Sentei-me e fiquei encarando-o por alguns segundos até que ele começou falar.

_ Você esta bem confusa. _Ele garantiu com a voz rouca cruzando os braços e apoiando-se na janela, ainda sem olhar pra mim. Sim, era muito fácil adivinhar que eu estava confusa, eu poderia jurar que vários pontos de interrogação pulavam em cima da minha cabeça deixando-me com cara de idiota. O rosto de Trevon estava virando para a janela ele olhava através das poucas brechas que as madeiras deixaram.

_ Você não tem noção. _respondi.

_ Você se lembra de alguma coisa? _perguntou.

_ Nada. _respondeu ela_ O que vocês fizeram comigo?

_ Nada _pausou_ só te ajudamos a sobreviver. _disse Trevon inclinando o corpo para frente. Ele parecia agitado.

_ Me ajudaram a sobreviver? _perguntei tentando lembrar-me de alguma coisa. Minha mente falhou, mais uma vez.

_ Você acredita em vida após a morte? _perguntou mudando o assunto.

_ Por que a pergunta? _perguntei levantando-me.

_ Poderia responder, por favor. _pediu Trevon dando alguns passos a frente._ Acredita em vida após a morte?

_ Particularmente, sim, não, sei lá. _respondi franzindo a testa e afastando-me de Trevon. Na verdade eu já não sabia no que e nem em quem acreditar desde que tinha acordado, eu não lembrava absolutamente nada, nem meu próprio nome e tão pouco as minhas crenças...

_Siga-me, por favor. _pediu ele indo para a escada e subindo para o andar de cima.

         Por que parecia que a cada segundo as coisas ficavam mais complicadas do que há alguns minutos atrás? Cada vez eu me sentia mais confusa e mais boba diante dessa situação. Por que ele esta fazendo tais perguntas? E que papo é aquele de vida após a morte? Enquanto subia as escadas junto com ele eu fazia-me varias perguntas mentalmente. Como de costume nenhuma das minhas perguntas tinham respostas, tão frustrante.

         Quando entramos em um dos quartos do segundo andar, notei que dentro tinham duas cadeiras, um armário grande e de frente para a janela um rifle Hecate.338 com uma mira telescópica acoplada a ele, pelo menos foi o que Trevon disse. Depois que ele terminou de explicar o que era aquilo, arregalei os olhos e dei um passo para trás.

_Calma. _ele levou a mão ao alto_ aproxime-se. _ele juntou-se a janela.

         Era estranho o fato dessa janela não ter tantas madeiras como as outras, elas tinham um espaço saliente entre elas, o suficiente para o cano de uma arma. Franzi a testa e respirei fundo.

_Acredita em vida após a morte? _perguntou ele.

         Oh Deus! Ele era surdo? Eu já tinha respondido.

_ Já falei que não sei. _respondi cruzando os braços e me aproximando dele, juro que se ele perguntasse isso mais uma vez, eu chutaria seu saco.

_ Então _ele deu um binóculo para mim _ Acho melhor começar a acreditar. _falou Trevon dando espaço para que eu pudesse olhar através da janela.

         Aproximei-me da janela, e posicionei o binóculo perto dos olhos, franzi a testa logo em seguida ao olhar a rua. O frio domava aquela noite e eu sentia o ar gelado entrando pelas brechas da janela e tocando minha pele, mas as pessoas que andavam lá fora pareciam não se importa com isso. Eu observei-os com mais atenção e... OH DEUS! Elas estavam totalmente ensanguentadas e suas roupas estavam rasgadas, alguns estavam mutilados e eu me perguntava como ainda conseguiam andar. Todos eles andavam devagar, pareciam em algum tipo de transe. E seus olhos, bom seus olhos eram... Brancos e sem vida... Eram como os olhos da morte, vazios, abandonados, sem vivacidade e sem esperança... Essas pessoas estavam... MORTAS?

Continua...


No próximo capítulo:

 _ QUE? COMO ASSIM? OH MEU DEUS! _levantei incrédula da cadeira e ainda estava com a mão na cabeça, senti um pouco de tontura com a rapidez que o fiz, mas em alguns segundos passou. Isso doía e era muito recente para ter dois anos. Isso era mentira, minha cabeça ainda doía para cacete e em seis anos isso já teria parado de doer a muito, muito tempo. Engoli a seco e respirei fundo_ você é pirado.


Notas:

Hey meninas, como vão? Bem que eu falei que iria postar rapidinho, viu?
Próximo capítulo talvez amanhã. Comentem ai em baixo se gostaram do capítulo. Não se esqueçam de seguir o blog.


Um beijo, Mama.

2 comentários:

  1. Que Foda!!!!! eu acho que,a Família dele virou tudo zumbi.Amei

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    Respostas
    1. Será?
      Obrigada pelo comentário meu amor, mas vou contar um segredinho para você: muita coisa ainda vai acontecer e tudo isso não é nem o começo. Um Beijo ♥

      -MR

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