“Quando
o inferno estiver lotado, os mortos reinarão sobre a terra.”
Anteriormente em The Diaries Of A Survivor:
_ Eu não ousaria! _o homem falou atrás de mim.
Senti todo o meu corpo ficar
fraco, meu coração não poderia bater mais rápido, meus olhos estavam
arregalados, meus lábios estavam secos, meu corpo estava congelado. Me virei
alguns longos segundos depois e os dois homens já apontavam as armas para mim.
__________
_ Por favor não me
matem. _ eu supliquei enquanto algumas lagrimas já saiam dos meus olhos. Os
homens olharam-se entre si_ Quem são vocês? _perguntei.
Eu estava tão assustada quanto uma
criança que vê um palhaço pela primeira vez. Na minha mente eu já poderia ouvir
os barulhos dos tiros e já poderia senti-los furando minha pele com crueldade e
agilidade.
_ Não abra a porta,
ao contrario eu atiro _ameaçou o homem mais velho a menos de dois metros de
distancia de mim.
O homem a minha frente aparentava estar
lá para os seus 48 anos, seus olhos castanhos eram frios e bem observantes, ele
parecia ser um homem amargurado com a vida e que faria de tudo para ter o que
quer, até mesmo que isso custasse explodir algumas cabeças com alguns, ou até
mesmo um, tiro certeiro. Seu cabelo castanho era preenchido com vários fios
brancos, o que confirmava o fato de ser bem mais velho do que o sujeito ao
lado. Ele parecia em forma, sua voz era autoritária, firme, levemente irônica e
até um pouco rude.
_ O que esta acontecendo?
_perguntei fungando com o nariz e tentando me acalmar, se fosse para ele me
matar, já teria o feito.
_ Me dê às chaves! _
ele mandou ignorando mais uma das minhas muitas perguntas.
Eu não tinha escolha, ao menos que
quisesse morrer ali mesmo. Respirei fundo e tremendo dei as chaves a ele.
_ Ela é só mais uma
garotinha assustada. _ele explanou ao me ver tremer_ Você pode cuidar disso
Trevon. _disse o homem mais velho abaixando a arma e olhando para trás.
O tal Trevon tinha alguns traços do homem
mais velho. Ele deveria ter uns 30 anos, tinha o cabelo loiro e olhos azuis.
Trevon era bem mais alto que eu.
Trevon afirmou com a cabeça e o homem
mais velho virou-se para mim uma ultima vez e foi para o andar de cima, parando
no meio da escada e pronunciando em bom som.
_ Qualquer coisa
estou lá em cima Trevon. _disse olhando para o rapaz e brevemente para mim._
mas, acho que essa criança não ousaria tentar qualquer coisa, espero que ela
seja inteligente_ Em seguida continuou a subir a escada balançando as chaves no
dedo.
_ Esta tudo bem?
_perguntou Trevon olhando brevemente para mim e abaixando a arma.
_ Quem são vocês? _perguntei
ainda encostada na porta.
_ Sou Trevon.
_respondeu guardando a arma na cintura, ainda estava de cabeça baixa.
_ Isso eu sei. _minha
voz saia por um sussurro.
_ O homem
mal-humorado é meu tio. _pausou_ Pode chamá-lo de Cardoso.
_ Vocês são
sequestradores? Digo vocês me trancaram aqui e... _antes que eu pudesse
continuar fui interrompida.
_ Você não sabe o que
aconteceu lá fora? _perguntou ele colocando as mãos no bolso da calça e
finalmente olhando pra mim.
_ O que aconteceu lá
fora? _ perguntei, meu coração acelerou por algum motivo.
_ É uma longa
história. Acho que você vai querer sentar para ouvir. _disse ele indo até a
sala. Dando as costas para uma desconhecida? Que corajoso.
Por alguns segundos hesitei em não ir,
porém o que restava a não ser segui-lo? Olhei para a porta uma ultima vez e o
segui. Eu gostaria que ela pudesse abrir magicamente.
_ Quer comer alguma
coisa? _perguntou.
_ Não _respondi parando
na frente do sofá.
_ Se quiser sentar...
_ recomendou aproximando-se da janela.
Sentei-me e fiquei encarando-o por
alguns segundos até que ele começou falar.
_ Você esta bem
confusa. _Ele garantiu com a voz rouca cruzando os braços e apoiando-se na
janela, ainda sem olhar pra mim. Sim, era muito fácil adivinhar que eu estava
confusa, eu poderia jurar que vários pontos de interrogação pulavam em cima da
minha cabeça deixando-me com cara de idiota. O rosto de Trevon estava virando
para a janela ele olhava através das poucas brechas que as madeiras deixaram.
_ Você não tem noção.
_respondi.
_ Você se lembra de
alguma coisa? _perguntou.
_ Nada. _respondeu
ela_ O que vocês fizeram comigo?
_ Nada _pausou_ só te
ajudamos a sobreviver. _disse Trevon inclinando o corpo para frente. Ele
parecia agitado.
_ Me ajudaram a
sobreviver? _perguntei tentando lembrar-me de alguma coisa. Minha mente falhou,
mais uma vez.
_ Você acredita em
vida após a morte? _perguntou mudando o assunto.
_ Por que a pergunta?
_perguntei levantando-me.
_ Poderia responder,
por favor. _pediu Trevon dando alguns passos a frente._ Acredita em vida após a
morte?
_ Particularmente,
sim, não, sei lá. _respondi franzindo a testa e afastando-me de Trevon. Na
verdade eu já não sabia no que e nem em quem acreditar desde que tinha
acordado, eu não lembrava absolutamente nada, nem meu próprio nome e tão pouco
as minhas crenças...
_Siga-me, por favor.
_pediu ele indo para a escada e subindo para o andar de cima.
Por que parecia que a cada segundo as
coisas ficavam mais complicadas do que há alguns minutos atrás? Cada vez eu me
sentia mais confusa e mais boba diante dessa situação. Por que ele esta fazendo
tais perguntas? E que papo é aquele de vida após a morte? Enquanto subia as
escadas junto com ele eu fazia-me varias perguntas mentalmente. Como de costume
nenhuma das minhas perguntas tinham respostas, tão frustrante.
Quando
entramos em um dos quartos do segundo andar, notei que dentro tinham duas
cadeiras, um armário grande e de frente para a janela um rifle Hecate.338 com
uma mira telescópica acoplada a ele, pelo menos foi o que Trevon disse. Depois
que ele terminou de explicar o que era aquilo, arregalei os olhos e dei um
passo para trás.
_Calma. _ele levou a
mão ao alto_ aproxime-se. _ele juntou-se a janela.
Era estranho o fato dessa janela não
ter tantas madeiras como as outras, elas tinham um espaço saliente entre elas,
o suficiente para o cano de uma arma. Franzi a testa e respirei fundo.
_Acredita em vida
após a morte? _perguntou ele.
Oh Deus! Ele era surdo? Eu já tinha
respondido.
_ Já falei que não
sei. _respondi cruzando os braços e me aproximando dele, juro que se ele
perguntasse isso mais uma vez, eu chutaria seu saco.
_ Então _ele deu um
binóculo para mim _ Acho melhor começar a acreditar. _falou Trevon dando espaço
para que eu pudesse olhar através da janela.
Aproximei-me da janela, e posicionei o
binóculo perto dos olhos, franzi a testa logo em seguida ao olhar a rua. O frio
domava aquela noite e eu sentia o ar gelado entrando pelas brechas da janela e
tocando minha pele, mas as pessoas que andavam lá fora pareciam não se importa
com isso. Eu observei-os com mais atenção e... OH DEUS! Elas estavam totalmente
ensanguentadas e suas roupas estavam rasgadas, alguns estavam mutilados e eu me
perguntava como ainda conseguiam andar. Todos eles andavam devagar, pareciam em
algum tipo de transe. E seus olhos, bom seus olhos eram... Brancos e sem
vida... Eram como os olhos da morte, vazios, abandonados, sem vivacidade e sem
esperança... Essas pessoas estavam... MORTAS?
Continua...
No próximo capítulo:
_ QUE? COMO ASSIM? OH MEU DEUS!
_levantei incrédula da cadeira e ainda estava com a mão na cabeça, senti um
pouco de tontura com a rapidez que o fiz, mas em alguns segundos passou. Isso
doía e era muito recente para ter dois anos. Isso era mentira, minha cabeça
ainda doía para cacete e em seis anos isso já teria parado de doer a muito,
muito tempo. Engoli a seco e respirei fundo_ você é pirado.
Notas:
Hey meninas, como vão? Bem que eu falei que iria postar
rapidinho, viu? ♥
Próximo capítulo talvez amanhã.
Comentem ai em baixo se gostaram do capítulo. Não se esqueçam de seguir o blog.
Um beijo, Mama. ♥

Que Foda!!!!! eu acho que,a Família dele virou tudo zumbi.Amei
ResponderExcluirSerá?
ExcluirObrigada pelo comentário meu amor, mas vou contar um segredinho para você: muita coisa ainda vai acontecer e tudo isso não é nem o começo. Um Beijo ♥
-MR