“O medo
envenena seu sono, nubla os pensamentos, pressiona seu coração. O medo o obriga
a fazer coisas.”
Apertei firme e lentamente
meus olhos. Senti uma pressão entranha perto da testa e posicionei minha mão na
cabeça. Ai isso dói! Algo estava
envolvido em cima. Sentei-me e olhei em volta.
_ Em que lugar estou? _perguntei pra mim mesma.
Na minha volta, um lugar
totalmente desconhecido. Eu parecia estar em um quarto, não era tão grande
assim, mas tinha uma cama de casal, que era a que eu estava agora, um armário e
dois criados-mudos enfeitavam os lados da cama. Somente uma vela iluminava o
tal quarto desconhecido. Janelas eram bloqueadas por madeiras grossas que
pareciam ter sido colocadas ali para ninguém ultrapassar, as paredes estavam
com mofo e o teto com infiltração, por fim, duas portas. Como cheguei aqui,
afinal?
Tentei lembrar-me do que
tinha acontecido, infelizmente não tive tanto sucesso. Estou confusa e com uma
enorme dor de cabeça. Minha falta de memória não importa agora, o foco nesse
momento é sair daqui e depois voltar a pensar nisso.
Levantei-me lentamente e
quase perdi o equilíbrio, fiquei tonta por alguns longos segundo e quando me
firmei ao chão senti meu coração bater tão acelerado que eu conseguir ouvi-lo,
meus olhos estavam bem abertos e os ouvidos poderiam captar qualquer som, até
os mais baixinhos, eu acho. Ao me aproximar da porta, pude sentir meus lábios
secarem, toquei na fechadura e tentei abri-la. Sucesso! Eu tinha conseguido sair. Caminhei para fora do quarto tão
devagar para não ser notada que por algum momento até parei de andar. Ali
parecia ser o segundo andar. Existiam cinco portas, contando com a qual eu
tinha acabado de sair. Dei alguns passos tão silenciosos para a escada, que
ficava na frente do quarto que eu tinha saído, que até um ninja sentiria inveja
de mim.
A cada degrau em que eu
descia, eu ficava cada vez mais assustada e nervosa. Quando cheguei ao fim da
escada, ouvi vozes. Merda! Com o
susto que tomei poderia ter sofrido um ataque cardíaco. Agachei-me e olhei em
volta, o lugar em que eu estava não me proporcionava uma visão ampla de
absolutamente quase nada. Posicionei
minha mão direita no coração, e respirei fundo. Eu teria que visualizar bem o
local antes de sair gritando e correndo feito louca. Afinal se estou em um
lugar onde as janelas estão bloqueadas coisas boas não poderiam ter. Em meu
campo de visão, pude ver mais a frente à entrada para a sala, estiquei mais o
pescoço e vi dois sofás, uma lareira e no meio uma possível mesa de centro, o
sofá estava na frente impossibilitando a certeza se ali realmente tinha uma
mesinha de centro, mas afinal, o que importa? As vozes pareciam não vim
exatamente dali mesmo.
Olhei em volta para ter certeza
de que não tinha ninguém para impedir-me de sair dali. Silenciosamente caminhei
para a porta e ao tocar na maçaneta tentei abri-la. Infelizmente não tive tanto
êxito quanto da outra vez, a porta estava trancada com três cadeados enormes.
Eu sentia tanta raiva de mim
mesma e já estava perguntando-me mentalmente como não tinha percebido os
cadeados. Nervosismo talvez, ou só falta de atenção.
Minha única alternativa:
procurar as chaves sem fazer barulho algum e sair dali.
Minhas mãos estavam gélidas
e tremulas quando aproximei-me da divisão entre a sala e a entrada da casa.
Notei que dali era possível ver a metade da entrada do que parecia ser a
cozinha. Não pude deixar escapar que, desde que eu tinha acordado, todas as
janelas que eu tinha visto desde que sai do quarto estavam com aquelas enormes
madeiras que bloqueavam a passagem tanto de quem tentasse sair pela janela tanto
de quem tentasse entrar por ela. Respirei fundo. Adentrei na sala, mas antes,
certifiquei-me que estaria sozinha ali dentro.
Não
havia ninguém ali.
Mais uma vez ouvi as vozes.
_Precisamos matá-los! _ falou uma voz masculina.
_ Matá-los? Esta louco, rapaz? _perguntou com ironia uma segunda voz,
também masculina_ Temos que sair daqui antes que eles nos peguem, isso sim. Não
podemos ficar chamando atenção por ai. _ele pausou_ essa casa não é grandes
coisas, ela não tem tanta segurança e nem grandes recursos.
_ Tudo bem _deu uma pausa_ porém levaremos a garota.
_ Que seja, sairemos daqui amanhã.
MATÁ-LOS? Quem queria os
pegar? E essa garota, seria eu? Oh Deus, isso explicava tudo. Eles me pegaram e
agora estavam fazendo-me de refém e a policia devia estar atrás deles. Isso explicava
as janelas bloqueadas, eles não queriam que eu escapasse. Isso tudo em troca de
que? Pensei sobre o fato de estar com a cabeça dolorida. Devo ter tomado uma
boa pancada na cabeça e desmaiado em seguida. Aqueles homens querem o que?
Vingança? Dinheiro? Eu não poderia simplesmente responder, porque não me
lembrava de NADA. E além do mais eu não poderia pensar em quaisquer respostas
para as minhas perguntas, não agora, não naquele lugar. Certa, ou não, eu
precisava sair dali o mais rápido possível.
Avistei algumas chaves
presas em um chaveiro pequeno em forma de arma em cima da mesa de centro,
lentamente fui até o meio da sala, inclinando-me para frente, pegando as chaves
com a mão direita e com muita cautela para não fazer barulho algum. Ao olhar
para a cozinha, meu campo de visão era melhor e maior agora do que
anteriormente. Avistei dois homens dês costas para mim, sentados em um
banquinho em frente a uma bancada. Prendi minha respiração e lentamente abaixei
meu olhar, que captou de imediato algo no bolso deles, forcei a vista e... OH
DEUS! Eram duas pistolas, uma em cada bolso de cada um deles! Ao lado deles,
duas armas enormes descansando apoiadas na bancada, a essa altura eu não
poderia distingui-las e sim pensar no estrago que fariam em mim caso eu fosse
baleada por elas.
Entrei em desespero de
imediato e sai correndo, mas as chaves chocaram-se umas nas outras fazendo um
barulho enorme na sala silenciosa.
MERDA
MERDA MERDA MERDA!
_Tem alguém aqui! _foi o que consegui ouvir do rapaz da segunda voz e em
seguida um barulho estrondoso da cadeira caindo brutalmente no chão.
Quando cheguei na porta da
saída, desesperei-me ao me deparar com a fato de que teria que escolher três
das seis chaves que estavam no chaveiro, tremendo peguei qualquer uma sabendo
que seria em vão e que talvez essa seria a ultima coisa que eu veria e que
faria, coloquei uma das chaves para destravar um dos três cadeados.
_ Eu não ousaria! _o homem falou atrás de mim.
Senti todo o meu corpo ficar
fraco, meu coração não poderia bater mais rápido, meus olhos estavam
arregalados, meus lábios estavam secos, meu corpo estava congelado. Me virei
alguns longos segundos depois e os dois homens já apontavam as armas para mim.
Continua...
No próximo capítulo:
Quando
entramos em um dos quartos do segundo andar, notei que dentro tinham duas
cadeiras, um armário grande e de frente pra janela um rifle Hecate.338 com uma
mira telescópica acoplada a ele, pelo menos foi o que Trevon disse. Depois que
ele terminou de explicar o que era aquilo, arregalei os olhos e dei um passo
para trás.
Notas:
PRIMEIRO CAPÍTLO ♥ Espero que tenham gostado, postarei muito em breve.
- Um beijo, Mama ♥

AMEI O CAPITULO,Aquele blog era muito rui eu não conseguia comentar nada. mais amei o capitulo *-*
ResponderExcluirMuito Obrigada meu amor. Eu também comecei a achar aquele blog péssimo assim que percebi que teria que pagar por quase tudo. Muito obrigada pelo comentário e pelo elogio ♥
Excluir-MR