maio 15, 2015

The Diaries Of A Survivor. Capitulo 1.

“O medo envenena seu sono, nubla os pensamentos, pressiona seu coração. O medo o obriga a fazer coisas.”


         Apertei firme e lentamente meus olhos. Senti uma pressão entranha perto da testa e posicionei minha mão na cabeça. Ai isso dói! Algo estava envolvido em cima. Sentei-me e olhei em volta.
                             
_ Em que lugar estou? _perguntei pra mim mesma.

         Na minha volta, um lugar totalmente desconhecido. Eu parecia estar em um quarto, não era tão grande assim, mas tinha uma cama de casal, que era a que eu estava agora, um armário e dois criados-mudos enfeitavam os lados da cama. Somente uma vela iluminava o tal quarto desconhecido. Janelas eram bloqueadas por madeiras grossas que pareciam ter sido colocadas ali para ninguém ultrapassar, as paredes estavam com mofo e o teto com infiltração, por fim, duas portas. Como cheguei aqui, afinal?

         Tentei lembrar-me do que tinha acontecido, infelizmente não tive tanto sucesso. Estou confusa e com uma enorme dor de cabeça. Minha falta de memória não importa agora, o foco nesse momento é sair daqui e depois voltar a pensar nisso.
         Levantei-me lentamente e quase perdi o equilíbrio, fiquei tonta por alguns longos segundo e quando me firmei ao chão senti meu coração bater tão acelerado que eu conseguir ouvi-lo, meus olhos estavam bem abertos e os ouvidos poderiam captar qualquer som, até os mais baixinhos, eu acho. Ao me aproximar da porta, pude sentir meus lábios secarem, toquei na fechadura e tentei abri-la. Sucesso! Eu tinha conseguido sair. Caminhei para fora do quarto tão devagar para não ser notada que por algum momento até parei de andar. Ali parecia ser o segundo andar. Existiam cinco portas, contando com a qual eu tinha acabado de sair. Dei alguns passos tão silenciosos para a escada, que ficava na frente do quarto que eu tinha saído, que até um ninja sentiria inveja de mim.
         A cada degrau em que eu descia, eu ficava cada vez mais assustada e nervosa. Quando cheguei ao fim da escada, ouvi vozes. Merda! Com o susto que tomei poderia ter sofrido um ataque cardíaco. Agachei-me e olhei em volta, o lugar em que eu estava não me proporcionava uma visão ampla de absolutamente quase nada.  Posicionei minha mão direita no coração, e respirei fundo. Eu teria que visualizar bem o local antes de sair gritando e correndo feito louca. Afinal se estou em um lugar onde as janelas estão bloqueadas coisas boas não poderiam ter. Em meu campo de visão, pude ver mais a frente à entrada para a sala, estiquei mais o pescoço e vi dois sofás, uma lareira e no meio uma possível mesa de centro, o sofá estava na frente impossibilitando a certeza se ali realmente tinha uma mesinha de centro, mas afinal, o que importa? As vozes pareciam não vim exatamente dali mesmo.
         Olhei em volta para ter certeza de que não tinha ninguém para impedir-me de sair dali. Silenciosamente caminhei para a porta e ao tocar na maçaneta tentei abri-la. Infelizmente não tive tanto êxito quanto da outra vez, a porta estava trancada com três cadeados enormes.
         Eu sentia tanta raiva de mim mesma e já estava perguntando-me mentalmente como não tinha percebido os cadeados. Nervosismo talvez, ou só falta de atenção.
         Minha única alternativa: procurar as chaves sem fazer barulho algum e sair dali.
         Minhas mãos estavam gélidas e tremulas quando aproximei-me da divisão entre a sala e a entrada da casa. Notei que dali era possível ver a metade da entrada do que parecia ser a cozinha. Não pude deixar escapar que, desde que eu tinha acordado, todas as janelas que eu tinha visto desde que sai do quarto estavam com aquelas enormes madeiras que bloqueavam a passagem tanto de quem tentasse sair pela janela tanto de quem tentasse entrar por ela. Respirei fundo. Adentrei na sala, mas antes, certifiquei-me que estaria sozinha ali dentro.

         Não havia ninguém ali.

         Mais uma vez ouvi as vozes.

_Precisamos matá-los! _ falou uma voz masculina.

_ Matá-los? Esta louco, rapaz? _perguntou com ironia uma segunda voz, também masculina_ Temos que sair daqui antes que eles nos peguem, isso sim. Não podemos ficar chamando atenção por ai. _ele pausou_ essa casa não é grandes coisas, ela não tem tanta segurança e nem grandes recursos.

_ Tudo bem _deu uma pausa_ porém levaremos a garota.

_ Que seja, sairemos daqui amanhã.

         MATÁ-LOS? Quem queria os pegar? E essa garota, seria eu? Oh Deus, isso explicava tudo. Eles me pegaram e agora estavam fazendo-me de refém e a policia devia estar atrás deles. Isso explicava as janelas bloqueadas, eles não queriam que eu escapasse. Isso tudo em troca de que? Pensei sobre o fato de estar com a cabeça dolorida. Devo ter tomado uma boa pancada na cabeça e desmaiado em seguida. Aqueles homens querem o que? Vingança? Dinheiro? Eu não poderia simplesmente responder, porque não me lembrava de NADA. E além do mais eu não poderia pensar em quaisquer respostas para as minhas perguntas, não agora, não naquele lugar. Certa, ou não, eu precisava sair dali o mais rápido possível.

         Avistei algumas chaves presas em um chaveiro pequeno em forma de arma em cima da mesa de centro, lentamente fui até o meio da sala, inclinando-me para frente, pegando as chaves com a mão direita e com muita cautela para não fazer barulho algum. Ao olhar para a cozinha, meu campo de visão era melhor e maior agora do que anteriormente. Avistei dois homens dês costas para mim, sentados em um banquinho em frente a uma bancada. Prendi minha respiração e lentamente abaixei meu olhar, que captou de imediato algo no bolso deles, forcei a vista e... OH DEUS! Eram duas pistolas, uma em cada bolso de cada um deles! Ao lado deles, duas armas enormes descansando apoiadas na bancada, a essa altura eu não poderia distingui-las e sim pensar no estrago que fariam em mim caso eu fosse baleada por elas.
         Entrei em desespero de imediato e sai correndo, mas as chaves chocaram-se umas nas outras fazendo um barulho enorme na sala silenciosa.
        
         MERDA MERDA MERDA MERDA!

_Tem alguém aqui! _foi o que consegui ouvir do rapaz da segunda voz e em seguida um barulho estrondoso da cadeira caindo brutalmente no chão.

         Quando cheguei na porta da saída, desesperei-me ao me deparar com a fato de que teria que escolher três das seis chaves que estavam no chaveiro, tremendo peguei qualquer uma sabendo que seria em vão e que talvez essa seria a ultima coisa que eu veria e que faria, coloquei uma das chaves para destravar um dos três cadeados.

_ Eu não ousaria! _o homem falou atrás de mim.

         Senti todo o meu corpo ficar fraco, meu coração não poderia bater mais rápido, meus olhos estavam arregalados, meus lábios estavam secos, meu corpo estava congelado. Me virei alguns longos segundos depois e os dois homens já apontavam as armas para mim.


Continua...

No próximo capítulo:

                  Quando entramos em um dos quartos do segundo andar, notei que dentro tinham duas cadeiras, um armário grande e de frente pra janela um rifle Hecate.338 com uma mira telescópica acoplada a ele, pelo menos foi o que Trevon disse. Depois que ele terminou de explicar o que era aquilo, arregalei os olhos e dei um passo para trás.

                                  
Notas:

PRIMEIRO CAPÍTLO Espero que tenham gostado, postarei muito em breve.


- Um beijo, Mama

2 comentários:

  1. AMEI O CAPITULO,Aquele blog era muito rui eu não conseguia comentar nada. mais amei o capitulo *-*

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    1. Muito Obrigada meu amor. Eu também comecei a achar aquele blog péssimo assim que percebi que teria que pagar por quase tudo. Muito obrigada pelo comentário e pelo elogio ♥

      -MR

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