maio 31, 2015

The Diaries Of A Survivor. Capitulo 5.


"Se você sair, você arriscará a sua vida. Se você beber água, você arriscará sua vida. E hoje em dia só de respirar você já arrisca sua vida. A única coisa que você pode escolher é pelo o que você irá arriscar."

Anteriormente em The Diaries Of a Survivor:

         Passos. Era isso o que vinha na minha cabeça. Passos de alguém andando em um corredor silencioso em que somente o contado do calçado chocando-se ao chão era ouvido. Um corredor enorme de paredes e chão branco, o barulho era semelhante ao de um salto alto fazendo contato com o chão várias e várias vezes, era a única coisa que ecoava ali, nenhum outro ruído, nenhuma voz, nada, somente isso. A suposta mulher parou na frente de uma porta e seu reflexo apareceu no pequeno vidrinho da porta branca.

         Ela,era eu.
__________

         A presumível Eu colocou mão em um tipo de sensor ao lado da porta e ela abriu-se, quando entrei na suposta sala, minha mente interrompeu-se e a lembrança se dissipou.
        
         Abri meus olhos.

         Estou ofegante, mas minha cabeça por fim parou de doer. Que diabos foi isso? Passei dois anos deitada em uma cama, mas depois da experiência no banho eu me sentia cansada e doente. Perguntei-me o motivo da dor na cabeça e deduzir que teria sido quando tomei um tombo e a bati.

         Eu já estava na cama quando olhei para um canto da parede e vi um relógio pendurado, marcava 23:50hrs. Isso estava realmente certo? Tanto faz, não importava agora. Fechei meus olhos e só levei alguns minutos para conseguir dormir.

_ Hey garota. _Escutei a voz de Trevon e abri os olhos assustada_ calma, sou eu.

_ Ah, oi Trevon. _Sentei-me na cama

_ Se arrume rápido, já amanheceu e já estamos saindo.

         Levantei rapidamente da cama e então Trevon saiu do quarto, fiz minha higiene e desci para um o primeiro andar. Cardoso estava na cozinha comendo alguma coisa, olhei para os lados em busca de Trevon, porém não consegui achá-lo.

_ Bom dia. _estou constrangida com a presença de Cardoso.

         Ele me olhou e voltou a comer.

_ Aqui garota, pode comer isso. _Trevon disse entrando na cozinha com comida enlatada._ Não é uma comida cinco estrelas, mas é isso que tem. _ele deu de ombros.

_ Ela tem que agradecer _ele deu um gole na água que estava bebendo_ salvamos a vida dela e ainda estamos dando a ela o que comer. _disse Cardoso de forma áspera.

_ Não fale assim, tio. _Trevon me olhou como quem dizia “perdão por ele, Cardoso é babaca e você deve ignorá-lo”. Foi o que eu fiz, ignorei Cardoso e fui até Trevon pegando a lata de sua mão.

_ Hey, vai abrir como? _Cardoso voltou a falar_ Com os dentes? _ ele riu da própria piada. Respirei fundo.

_ Deus, tio! _Trevon falou e deu uma pausa_ Deixe a garota em paz. _ele pegou um abridor em cima da pia e um garfo e deu pra mim.

_Obrigada.

         Sentei-me na mesma mesa que Cardoso estava.

_ Vamos para Yakima. _Trevon aproximando-se da mesa enquanto eu abria a lata.

_ Em que lugar estamos? _perguntei colocando um pouco da comida na boca.

_ Washington, EUA. _Trevon respondeu sentando-se na cadeira ao meu lado.

_ Qual cidade? _perguntei.

_ Spokane. _ele respondeu.

_ Desde quando estamos aqui?

         Trevon abriu a boca para responder e então Cardoso o cortou.

_ Jesus, como essa garota pergunta! _ele falou quase gritando, parecia irritado.

         Eu iria debater, mas preferir calar a boca já que se não fosse por eles eu teria virado comida para morto-vivo, e mesmo agora depois de ter acordado de um sono de anos ele poderia me colocar pra fora a qualquer momento. Se tivesse alguém que iria debater com Cardoso e o deixar mais irritado do que naturalmente é, esse alguém definitivamente não seria eu.

(...)

         Cardoso estava tirando algumas madeiras da porta que tinha colocado ontem de madrugada desde que um morto-vivo tentou invadir a casa. Abordei Trevon perguntando-o qual tinha sido a necessidade para isso já que tinham três enormes cadeados e ele disse que Cardoso era cheio de si e que as vezes preferia não contrariar as manias do tio.

_ Usamos essas madeiras para bloquear a passagem das coisas que ficam lá fora. _Trevon estava me explicando o motivo de colocar as madeiras extras na porta, mesmo eu já sabendo ou desconfiando o motivo_ Não é 100% seguro mais pelo menos nenhum morto-vivo consegue entrar.

         Balancei a cabeça e então peguei a mochila que Trevon tinha me dado para colocar minhas coisas, fui para o meu quarto, guardei minhas coisas, coloquei uma das alças da mochila no ombro, desci as escadas e não pude evitar de perguntar.

_ Por que estamos saindo de Spokane?

_ Acabou tudo aqui nessa cidade _ele respondeu_ gasolina para o carro, comida, água, tudo! Acho que você percebeu o quanto estava fraca a água ontem _balancei a cabeça concordando_  Só temos suprimentos para mais ou menos uma semana, se acabarem estamos ferrados.

_ Yakima fica a mais ou menos quanto tempo daqui? _perguntei

_ Umas três horas. _ele respondeu pegando as coisas dele e as do tio.

_ Não tem nenhuma cidade mais perto? _perguntei. Três horas, tempo demais para uma viagem.

_ Cidade tem _ele respondeu_ Coeur D’alene fica próximo, mais ou menos uns trinta e seis minutos.

_ Por que não vamos pra lá, então? _trinta e seis minutos para três horas não era pouca diferença e sim muita. E por que não optar pelo lugar mais perto, Certo?

_ Se lá tivesse alguma coisa estaríamos indo pra lá, não acha? _perguntou Cardoso com seu natural tom pressuroso na voz, segurando o martelo que tirava as madeiras extras da porta com a mão e o apoiando no ombro enquanto virava-se pra mim, ele caminhou até Trevon e em seguida pegou uma das mochilas que estavam na mão dele.


_ Coeur d’alene, ultima cidade que estávamos e a mais perto, porém agora não se tem mais nada para aproveitar lá _Trevon pausou_ por isso vamos para Yakima.

_ Mas lá tem gasolina, comida e água? _perguntei, como ele poderia ter tanta certeza assim? E se no meio do caminho algo de errado acontecesse?

_ Deixe-me ver na bola de cristal! _Cardoso falou fingindo gentileza e doçura no tom de voz enquanto segurava uma bola invisível entre as mãos_ Garota, como iremos saber? _ele perguntou quase óbvio abaixando as mãos e me encarando de forma séria.

         Quando terminamos de pegar todas as coisas, Cardoso parou na frente da porta da casa, destravou os enormes cadeados guardando-os no bolso. Ele destravou a arma e conferiu se estava cheia, olhou brevemente para Trevon e em seguida para mim. Eu e Trevon estávamos logo atrás dele.

_ Fique esperta e não faça barulho algum _Trevon disse baixinho pra mim enquanto pegava sua arma que estava na cintura.

         Balancei a cabeça e foi Trevon quem destravou a arma.

Continua...             


No próximo capítulo:

Arregalei meus olhos caçando a voz desvairadamente enquanto procurava por ela. Trevon estava me observando pelo retrovisor lateral do carro, ele virou-se para mim.

_ Esta tudo bem? _perguntou, seu tom de voz entregava que estava preocupado.

_ Sim, é só que... _dei uma pausa e respirei fundo_ você não ouviu?

_ Ouvi o que? _ele perguntou


Notas:

         Eita Mama, o que esta acontecendo nessa prévia? Não sei... Mentira sei sim u_u

         Eu quero pedir desculpas, muitas desculpas mesmo, por ter demorado a postar. Eu tive alguns imprevistos essa semana, tive que ir ao médico, ir para o meu pai (que não mora comigo) e um monte de outras coisas. Podem ficar tranquilas que não irei abandonar vocês

         EU TÔ PIRANDO AQUI, meninas eu quero abraçar e beijar todas vocês que viraram membros do blog, que comentam e que estão lendo a minha fanfic. OBRIGADA SUAS LINDAS VOCÊS ME MOTIVAM!

         Por hoje é só, digam ai em baixo o que acharam desse capítulo, o que vocês estão esperando para os próximos e se vocês estiverem com alguma dúvida podem comentar também, lembrando que eu respondo todos os comentários.



- Um beijo, Mama

2 comentários:

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